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A misteriosa “mancha fria” no Atlântico que desafia o aquecimento global

                                    
                                

Autor: Vítor M.


  1. AlexS says:

    “Os registos de temperatura da superfície do mar mostram que praticamente todos os oceanos aqueceram ao longo do último século.”

    Continuam a fazer afirmações impossíveis de provar. A marcha social e politica continua a destruir as fundações da Ciência.

    Quantos medições de temperaturas da água foram feitas no Oceano Pacifico em 1926?
    Oceano Pacifico que cobre cerca de 30% da área do planeta.

    Também é no Oceano Pacifico que existe a posição mais distante da humanidade no planeta: Ponto Nemo a 2600km de qualquer costa. Quais foram as temperaturas da água medidas em 1926 no raio de 2500km do Ponto Nemo?*

    Distancia de Lisboa a Paris é de 1400km…

    *Nem é preciso ir a calibração de instrumentos, precisão e margens de erro. etc etc…

    • Vítor M. says:

      Não, está a confundir a impossibilidade de medir tudo com a impossibilidade de medir o suficiente para tirar conclusões científicas. Não é a mesma coisa.

      Em 1926 não existiam milhões de medições espalhadas uniformemente pelo Pacífico. Isso é verdade. Mas a ciência climática não afirma que conhece a temperatura de cada metro quadrado do oceano nesse ano. O que afirma é que, através de milhares de observações de navios, bóias, registos portuários e outros dados, consegue estimar tendências globais com margens de erro conhecidas.

      Seguindo a mesma lógica do comentário, também seria impossível afirmar que a população mundial aumentou ao longo do século XX, porque ninguém contou todas as pessoas todos os dias. Ou que a Terra aqueceu desde a última Idade do Gelo, porque não existiam termómetros há 20 mil anos.

      Além disso, a frase citada refere-se aos “registos de temperatura da superfície do mar”. Ou seja, fala dos dados disponíveis. Não afirma que cada ponto dos oceanos foi medido.

      O argumento do Ponto Nemo também falha porque a climatologia moderna não depende de uma única localização remota. O que interessa são séries temporais globais e regionais. Mesmo que não existisse uma única medição num raio de 2500 km do Ponto Nemo em 1926, isso não invalidaria os milhões de outras observações utilizadas para reconstruir a evolução da temperatura oceânica.

      Há ainda um detalhe importante, os resultados não dependem apenas de medições de superfície. Existem evidências independentes que apontam na mesma direção:

      – Conteúdo de calor dos oceanos
      – Recuo dos glaciares
      – Subida do nível médio do mar
      – Diminuição da extensão do gelo marinho
      – Observações por satélite nas últimas décadas

      Quando diferentes métodos independentes chegam à mesma conclusão, a confiança científica aumenta.

      Por fim, dizer que “é impossível provar” é um conceito estranho em ciência. A ciência raramente trabalha com provas absolutas, como a matemática. Trabalha com evidência acumulada, modelos testados e níveis de confiança. Se exigíssemos medições em todos os pontos do Pacífico para aceitar uma tendência climática, então teríamos de rejeitar praticamente toda a oceanografia, meteorologia, geologia e até grande parte da medicina moderna.

      • AlexS says:

        “Em 1926 não existiam milhões de medições espalhadas uniformemente pelo Pacífico. Isso é verdade. Mas a ciência climática não afirma que conhece a temperatura de cada metro quadrado do oceano nesse ano.”

        2500km de raio sem temperatura são 19634954 km2. Não é 1m2
        E no Oceano Pacifico que é “só” 30% da área do planeta em 1926 não tinha muitos termómetros a medir a temperatura do Oceano, nem seguiam a regras de medição presentes. Quanto mais temperaturas em profundidade.
        Nem hoje tem.

        “Seguindo a mesma lógica do comentário, também seria impossível afirmar que a população mundial aumentou ao longo do século XX, porque ninguém contou todas as pessoas todos os dias. Ou que a Terra aqueceu desde a última Idade do Gelo, porque não existiam termómetros há 20 mil anos.”

        A Escala e a Qualidade do Sinal afectam a Validade da Lógica. Tem a noção do absurdo da comparação que acabou de fazer?
        Há 20000 anos existiam 1-2M de pessoas hoje existem 8 biliões. Claro que é possível inferir o seu aumento sem as contar. Os sinais que discrimina um estado do outro estado é enorme.

        Já quando se está falar de +-1 grau Cº pode ter a certeza que precisa de termómetros e muitos a diversas altitudes e profundidades e com uma cobertura do planeta da sua atmosfera e profundidade o mais uniforme possível.

        O grau de precisão e qualidade da prova cientifica varia com a pergunta que se faz e facilidade de a obter.
        Medir 1ºC é difícil, basta mudar as regras da medição e pode ter mais do esse valor em erro. Basta um termómetro passar a ter uma estrada em asfalto ao pé quando era de terra.

        “– Conteúdo de calor dos oceanos”
        Aqui está pergunta que mais interessa do seu texto e ainda mais difícil de medir. Qual é hoje o conteúdo de energia dos oceanos? Impossível saber.

        “Por fim, dizer que “é impossível provar” é um conceito estranho em ciência. ”
        È só um dos conceitos conceito mais importantes em Ciencia.
        A Ciencia por muito boas razões tornou muito mais difícil afirmar que algo é verdade, vocês estão a destruir essa base.
        Por isso é que estão a tentar mudar a Ciencia. Fazerem-na abandonar o Método Cientifico e passar a adotar a formula do Consenso.

        Claro que quando as Universidades destroem a sua função e tornam-se fabricas de produzir certezas o destino para a Ciencia está traçado.

        • Vítor M. says:

          O problema do teu argumento é que estabelece um padrão de prova que tornaria impossível praticamente toda a ciência observacional.

          Ninguém afirma que existiam medições perfeitas e uniformemente distribuídas pelo Pacífico em 1926. A questão é outra, será que existiam dados suficientes para estimar tendências globais com margens de erro conhecidas? A resposta da comunidade científica é sim.

          Quando referes uma área de milhões de quilómetros quadrados sem medições, estás a assumir implicitamente que as zonas não medidas se comportam de forma completamente independente das zonas medidas. Mas os oceanos não funcionam assim. Existem correlações espaciais, correntes, fenómenos atmosféricos e padrões físicos que permitem inferências estatísticas. É precisamente por isso que a meteorologia consegue prever o tempo sem colocar um termómetro em cada metro quadrado do planeta.

          Também é incorreto sugerires que os cientistas medem apenas diferenças de cerca de 1 °C usando termómetros antigos e mais nada. As conclusões atuais resultam de múltiplas linhas independentes de evidência: temperaturas de superfície, temperaturas oceânicas, conteúdo de calor dos oceanos, glaciares, cobertura de neve, subida do nível do mar, datas de floração, migração de espécies, gelo marinho, perfurações de gelo, anéis de árvores e medições por satélite. Todas apontam na mesma direção.

          Quanto ao conteúdo energético dos oceanos, ninguém afirma conhecer o valor exato ao joule. A ciência trabalha com estimativas e intervalos de confiança. Se exigirmos conhecimento absoluto para aceitar uma conclusão, então não podemos afirmar praticamente nada sobre astronomia, geologia, economia ou medicina.

          E é aqui que entra uma confusão frequente sobre o conceito de prova científica. A ciência não “prova” verdades absolutas. A ciência constrói modelos que resistem sucessivamente à tentativa de refutação. O método científico nunca exigiu certeza absoluta. Pelo contrário, trabalha com evidência, probabilidade, reprodutibilidade e capacidade preditiva.

          O consenso científico não substitui o método científico. O consenso é simplesmente o resultado de milhares de investigadores analisarem as evidências disponíveis e chegarem, independentemente, a conclusões semelhantes. Se amanhã surgirem dados robustos que contradigam essas conclusões, o consenso muda. Foi assim que a ciência sempre funcionou.

          Continua a ver o erro de exigir à ciência um grau de certeza impossível de obter em sistemas complexos e depois concluir que, como a certeza absoluta não existe, então nada pode ser conhecido. Isso é errado e ajuda apenas a gerar confusão.

  2. Joao Ricardo says:

    A mancha fria é a prova que nao existe aquecimento global…é apenas uma fase que pode estar a prever o regresso do Messias

  3. Asiim says:

    Creio que podemos assumir que a terceira imagem foi criada por AI, já que as correntes no esquema não fazem qualquer sentido – nem batem certo com a segunda imagem…

  4. Yuri bezmenov - primeira fase says:

    E? deixem lá estar a mancha fria e o aquecimento global quietos. De cada vez que falam no assunto é mais um imposto que aumenta ou é criado.
    Já todos perceberam o real motivo das “alteraçãos climáticas”, ou melhor, já todas as carteiras perceberam.

    Já ninguém “Volta” a aguentar tanta palhaçada.

  5. Ze says:

    Todas as teorias que apresentam podem ser verdade ou não, independentemente de tudo isso, o HOMEM não tem, aos dias de hoje, capacidade para fazer aquecer ou arrefecer globalmente o planeta nem se o quisesse fazer de proposito!!!

    • Yo Canelas says:

      De certeza? Se houver uma terceira guerra mundial, nuclear, isso não é muito difícil de acontecer.

    • portgu says:

      ?
      O homem tem a capacidade para produzir qualquer veneno capaz de destruir grande parte da massa vegetal do planeta.
      O homem tem capacidade para produzir compostos capazes de destruir a camada de ozono do planeta.
      O homem tem capacidade para detonar milhares de bombas nucleares no planeta.
      E tu vens dizer que não tem capacidade para alterar a temperatura?

      • Zé Fonseca A. says:

        a natureza tem essa mesma capacidade a uma escala muito superior já o provou milhares de vezes, já o homem ainda não provou nada, apenas provou que anda a reboque de estudos com dados dos últimos 100 anos e que mesmo assim muitas vezes são refutados com novos achados

        • portgu says:

          não dizes coisa com coisa…
          A Natureza ter maior poder destrutivo não refuta a capacidade destrutiva do homem, nem a capacidade do homem para alterar a natureza em grande escala, para o bem e para o mal.
          Ainda não houve achados a refutar a alteração climática que estamos a ver… há quem possa não concordar se é o homem o maior responsável ou não, mas também ainda ninguém conseguiu provar que os efeitos do homem não são significativos.
          A libertação de CO2 e Metano para atmosfera tem effeitos comprovados na acumulação de calor no planeta… A destruição da camada de Ozono é comprovadamente uma consequência da actividade humana…

      • Yuri bezmenov - primeira fase says:

        Conheces uma coisa chamada idade do gelo?

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