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iPhone Duo vs. Galaxy Z Fold8 Ultra: quem tem afinal o dobrável mais avançado do mundo?

37 Comentários

A Apple chegou muito mais tarde ao mercado dos smartphones dobráveis, mas não veio propriamente para aprender. O novo iPhone Duo coloca-se diretamente frente ao Galaxy Z Fold8 Ultra, o modelo que representa vários anos de experiência da Samsung neste formato. iPhone Duo vs. Galaxy Z Fold8 Ultra, qual o melhor?

De um lado temos, portanto, a primeira geração da Apple. Do outro, uma Samsung que já conhece praticamente todos os problemas associados a ecrãs flexíveis, dobradiças e software pensado para dois formatos de utilização.

Mas será que oito gerações de experiência são suficientes para manter a Samsung à frente?

Dois conceitos bastante diferentes

Apesar de ambos serem dobráveis em formato livro, Apple e Samsung seguiram filosofias diferentes. O Galaxy Z Fold8 Ultra aproxima-se de um smartphone convencional quando está fechado.

Tem um ecrã exterior Dynamic AMOLED 2X de 6,5 polegadas e, quando aberto, transforma-se num pequeno tablet com um enorme painel de 8 polegadas.

O iPhone Duo é bastante mais compacto. Fechado apresenta um ecrã Super Retina XDR de 5,4 polegadas. Aberto disponibiliza um painel OLED dobrável de 7,6 polegadas.

A Apple refere que o ecrã interior é 50% maior do que o do iPhone 18 Pro Max. Os dois painéis possuem ProMotion até 120 Hz e conseguem atingir 3000 nits de luminosidade máxima no exterior.

A Samsung oferece igualmente até 120 Hz e 3000 nits no painel interior.

Característica iPhone Duo Galaxy Z Fold8 Ultra
Ecrã exterior 5,4″ 6,5″
Ecrã interior 7,6″ 8″
Taxa atualização 1-120 Hz 1-120 Hz
Brilho máximo 3000 nits 3000 nits
Peso Não é o mais leve da categoria 215 g

Em área útil, a Samsung ganha claramente. Para produtividade, vídeo ou trabalhar com várias aplicações simultaneamente, aquelas 8 polegadas fazem diferença.

Mas a Apple atacou um dos maiores problemas dos dobráveis

Há um detalhe particularmente interessante no iPhone Duo: o vidro de nanotextura do ecrã interior. Segundo a Apple, este acabamento reduz reflexos e, sobretudo, ajuda a tornar menos visível o vinco existente na zona da dobragem.

A dobradiça também foi desenvolvida especificamente para suportar o centro do painel quando o equipamento está completamente aberto. É constituída por mais de 100 componentes e trabalha em conjunto com um sistema magnético que mantém o Duo fechado.

É uma área onde a Samsung tem uma enorme experiência, mas onde a Apple parece ter estudado cuidadosamente os problemas das gerações anteriores de dobráveis.

A20 Pro de 2 nm contra Snapdragon 8 Elite Gen 5

É provavelmente aqui que encontramos uma das maiores diferenças tecnológicas. O iPhone Duo utiliza o novo A20 Pro produzido num processo de 2 nm.

Tem uma CPU de seis núcleos, GPU de sete núcleos com Neural Accelerators, Dual Neural Engine de 16 núcleos e ray tracing acelerado por hardware.

Segundo a Apple, a CPU é até 20% mais rápida do que a do A19 Pro, enquanto a GPU oferece até mais 40% de desempenho e eficiência. A largura de banda da memória aumentou 50%.

O Galaxy Z Fold8 Ultra utiliza o poderoso Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy, acompanhado por 12 ou 16 GB de RAM.

Não falta desempenho a nenhum deles. Contudo, olhando exclusivamente para tecnologia de semicondutores e para a integração entre processador, Neural Engine, GPU, modem e sistema operativo, o A20 Pro coloca o iPhone Duo numa posição particularmente interessante.

E há uma câmara de vapor especial

Um processador extremamente rápido dentro de um smartphone tão fino cria outro problema: calor. A Apple desenvolveu uma solução térmica específica.

O encapsulamento do A20 Pro liga diretamente o processador a uma câmara de vapor personalizada, inspirando-se em algumas técnicas utilizadas nos Apple Silicon da família M.

Segundo a empresa, esta solução permite ao iPhone Duo alcançar até 35% mais desempenho sustentado do que o iPhone 17 Pro. Num dobrável, onde o espaço interior é particularmente limitado, este poderá ser um dos avanços mais importantes do Duo.

Nas câmaras, a Samsung responde com força

Aqui a situação inverte-se. O iPhone Duo tem duas câmaras traseiras Fusion de 48 MP: principal e ultra grande angular. O Galaxy Z Fold8 Ultra apresenta três.

Samsung Galaxy Z Fold8 Ultra:

  • 200 MP principal
  • 50 MP ultra grande angular
  • 10 MP teleobjetiva
  • Zoom ótico 3x

iPhone Duo:

  • 48 MP principal Fusion
  • 48 MP ultra grande angular Fusion

Ou seja, a Samsung oferece um sistema fotograficamente muito mais versátil, principalmente graças à teleobjetiva. O sensor principal de 200 MP é também uma das características que diferencia o Fold8 Ultra do Fold8 normal.

A Apple deverá continuar extremamente competitiva em fotografia computacional e vídeo, mas olhando apenas para a flexibilidade do hardware disponível, a vantagem é da Samsung.

Apple Pencil contra… nada

Existe, contudo, uma pequena ironia nesta geração. O Galaxy Z Fold8 Ultra não suporta S Pen.

O iPhone Duo vai suportar Apple Pencil USB-C nos dois ecrãs através de uma atualização disponibilizada ainda este ano.

É uma mudança curiosa. Durante anos, a possibilidade de utilizar uma caneta num grande ecrã dobrável foi precisamente um dos argumentos diferenciadores da Samsung. Em 2026 é a Apple que oferece essa possibilidade.

Touch ID regressa ao iPhone

Para conseguir construir este formato, a Apple tomou outra decisão surpreendente: abandonou o Face ID.

O iPhone Duo utiliza Touch ID integrado no botão lateral. É uma solução prática porque funciona exatamente da mesma forma com o equipamento aberto ou fechado, embora represente tecnicamente um recuo relativamente ao sistema biométrico utilizado nos restantes iPhones topo de gama.

A Samsung utiliza igualmente um leitor de impressões digitais lateral.

Neste ponto, nenhum deles apresenta uma vantagem decisiva, embora seja curioso vermos um iPhone de topo novamente dependente da impressão digital.

IP68 é uma vitória importante da Apple

Este poderá ser um dos números mais impressionantes do iPhone Duo.

  • iPhone Duo: IP68
  • Galaxy Z Fold8 Ultra: IP48

O Duo está certificado segundo a norma IEC 60529 para resistência à água até uma profundidade máxima de seis metros durante 30 minutos.

O Fold8 Ultra mantém certificação IP48. A Samsung reforçou a construção com Advanced Armor Aluminium 2 e Gorilla Glass Ceramic 3, mas não consegue igualar a certificação do novo iPhone.

Para um dispositivo dobrável, alcançar IP68 é tecnicamente significativo. Aqui a Apple está claramente à frente.

Samsung continua rainha da multitarefa

Se passarmos do hardware para a utilização do grande ecrã, a Samsung recupera terreno rapidamente. O Galaxy Z Fold8 Ultra dispõe de Multi Window, Flex Mode, App Continuity, barra de tarefas e Samsung DeX.

É possível trabalhar com três aplicações em ecrã dividido e ainda utilizar aplicações em janelas flutuantes.

A Apple redesenhou partes do iOS 27 para aproveitar o Duo, permitindo várias aplicações simultaneamente e adaptando automaticamente as interfaces à transição entre os dois ecrãs.

Mas a Samsung trabalha neste conceito há anos. Neste momento, para quem pretende utilizar um dobrável quase como substituto de um pequeno tablet ou computador, o Fold8 Ultra continua a oferecer uma experiência de multitarefa mais madura.

Contudo, pelo que foi mostrado, o software da Apple está mais adaptado ao Duo, com mais animações fluidas, mais interessante do ponto de vista gráfico.

E a bateria?

A Samsung colocou uma bateria de 5000 mAh no Fold8 Ultra. A Apple não joga habitualmente a batalha dos miliamperes-hora e prefere apresentar autonomia.

No Duo temos um novo sistema de bateria dupla e o modem C2 desenvolvido pela própria Apple. A marca anuncia até 31 horas de reprodução de vídeo utilizando o ecrã interior e até 44 horas utilizando o exterior.

A verdadeira comparação terá, naturalmente, de esperar por testes independentes realizados nas mesmas condições.

Então qual é o dobrável tecnologicamente mais avançado?

Não existe uma vitória absoluta, mas isso abona a favor da Apple, tendo em conta que entra agora neste segmento.

O Galaxy Z Fold8 Ultra é atualmente o dobrável mais completo. Tem ecrãs maiores, um sistema de câmaras muito mais versátil e, sobretudo, anos de desenvolvimento de software dedicado à multitarefa. É quase um pequeno computador Android que cabe no bolso.

Mas o iPhone Duo parece ser o dobrável tecnologicamente mais sofisticado em vários aspetos fundamentais.

O A20 Pro de 2 nm, o sistema térmico personalizado, o ecrã de nanotextura, a construção em titânio, a certificação IP68, o modem C2, a integração entre hardware e iOS e até o suporte para Apple Pencil mostram que a Apple não se limitou a copiar aquilo que já existia.

Chegou tarde, mas aproveitou os anos de evolução deste mercado para tentar resolver alguns dos problemas que continuam associados aos dobráveis.

Categoria Vencedor
Ecrã / área útil Galaxy Z Fold8 Ultra
Processador iPhone Duo
Câmaras Galaxy Z Fold8 Ultra
Multitarefa Galaxy Z Fold8 Ultra
Resistência à água e pó iPhone Duo
Caneta iPhone Duo
Integração hardware/software iPhone Duo
Experiência acumulada em dobráveis Galaxy Z Fold8 Ultra

Resultado? Um empate que esconde duas filosofias completamente diferentes. A Samsung tem provavelmente o dobrável que permite fazer mais coisas. A Apple parece ter construído o dobrável com algumas das soluções tecnológicas mais avançadas.

Tem o software mais dedicado, mais bem desenhado, com mais pormenor, refinado ao ecossistema. Nota-se cuidado para usar mais e melhor o espaço construído em cima da sua engenharia.

E há talvez uma conclusão ainda mais importante: depois de anos praticamente sozinha a definir o segmento, a Samsung tem finalmente um adversário capaz de obrigar a indústria dos dobráveis a acelerar novamente.

Comentários

37

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  1. Avatar de Feliz100você
    Feliz100você

    Pergunta óbvia, 7 anos atrasados ainda queriam o pódio

    1. Avatar de Vítor M.

      Repara, 7 anos de experiência. E vão ficar com o pódio. Sabemos que, no que toca a smartphones premium, a Apple lidera e continuará a liderar. Segundo as estimativas, a Apple terá 40% deste mercado dos dobráveis até final de 2027. E podemos ainda só ter a segunda versão deste equipamento.

      Todos estes anos de marcas como a Samsung, como Galaxy Z Fold e Z Flip, Huawei com o Mate X, Pocket e Mate XT, Motorola com o Razr, Honor com o Magic V e Magic V Flip, Xiaomi com o MIX Fold e MIX Flip, OPPO com o Find N e Find N Flip, vivo com o X Fold e X Flip, OnePlus com o Open, Google com o Pixel Fold e Pixel Pro Fold, Tecno com o Phantom V Fold e V Flip… entre outros, só mostram o que o mercado precisa, o que não quer e como a Apple poderá oferecer melhor. E, parece-me, que, dentro desse segmento, é o que mais avançado está em termos de tecnologias.

      E apenas é a primeira versão 😉

      1. Avatar de Max
        Max

        A Samsung leva 7 anos de experiência …
        Mas a Apple não começou agora, sabe-se que trabalha na tecnologia dos ecrãs dobráveis há cerca de 10 anos.

        1. Avatar de Vítor M.

          Eu sei, escrevi sobre isso diversas vezes. E sei que, no caso do mecanismo da dobradiça gastou muito dinheiro em engenharia e patentes. Mas, a Apple fez o que todas fazem, olham para o mercado e questionam: onde posso ter sucesso. Nós EUA não o será, mas na China sim, e a Apple esperou q ue esse mercado estivesse maduro. A venda de dobráveis nos EUA é residual, mas na China é colossal, agora. E, a Apple sabem fazer contas 😉

          1. Avatar de T.V.
            T.V.

            Ou seja a Apple mais uma vez imitou a Samsung! Ah e tal não tem tração…. ahahahahahah

          2. Avatar de Vítor M.

            A Samsung? Em quê? Não foi a Samsung que lançou os primeiros dobráveis. 😉 A Samsung só estava a assistir, como uma namorada ciumenta, ao lançamento do Duo 😀 e tweetar enquanto a Apple lançava o seu novo modelo do iPhone 😀

            Mas, porque o que conta são os dados, a Apple tem 3 grandes mercados, o primeiro é o mercado americano, o segundo o mercado europeu e o terceiro o mercado chinês. Ora, no global, o segmento dos smartphones dobráveis vale 2% das vendas globais. O país que lidera as vendas de dobráveis é a China, lá cerca de 3,5% dos smartphones vendidos em 2025 eram dobráveis, isto é, aproximadamente 10 milhões num total de 285 milhões. Ora, na China, quem mais vende não é a Samsung, longe disso. A distibuição deu-se desta forma: Huawei (71,8%), Honor (9,1%), vivo (4,9%), OPPO (4,3%), Samsung (4,3%) e outras, incluindo Xiaomi (5,6%).

            É nesse mercado que a Apple quer apostar, pois no EUA, o seu grande mercado, os dobráveis valem apenas 1,13% dos smartphones em utilização. Nada que seja de facto digno de tração.

            No mercado europeu, os dobráveis representam cerca de 1,5% ds todos os smartphones vendidos. Destes, a Samsung é responsável por 41%, seguida da Motorola com 15%, a Honor com 13% e a Google com 8% em exequo com a Xiomi também com 8%. Residual este mercado, a Samsung vendeu no mercado europeu cerca de 700 mil equipamentos dobráveis. Não tem tração.

            A Apple, o que vai atacar? O mercado chinês, seguramente, ir conquistar um pouco do mercado europeu e não deverá ter grandes vendas dentro de portas, seguindo um pouco a tendência do que a Samsung conseguiu. Mesmo assim, a Samsung está nervosa porque sabe que a Apple vai-lhe retirar quota em todos os mercados. 😉

            Agora já te podes rir 😀 mas instruído.

        2. Avatar de Zé Fonseca A.
          Zé Fonseca A.

          Achar que a Apple começou agora é falta de noção, a Apple já leva alguns anos de dobráveis, não faz deles produto primeiro porque o produto não estava preparado, segundo porque o segmento nao tinha dimensão suficiente.
          Há coisas que não vale a pena entrar logo, por mim tinham esperado mais uns anos

      2. Avatar de Pedro
        Pedro

        Caro Vítor M.,
        Para um autor e moderador de artigos de um site generalista sobre tecnologia, deveria ser um pouco mais aberto à aceitação de outros pontos de vista e tentar não demonstrar tanto a sua paixão pela Apple, como um fan boy.
        Ainda a Apple não tinha expressão, no mercado, tanto a nível de hardware como de software, sem falar dos telemóveis, que isso ainda nem sequer se falava dentro da empresa, já a Samsung fazia telemóveis dobráveis e não dobráveis há muito tempo. Portanto, no que toda a conhecimento, há que reconhecer a experiência que uma tem sobre a outra.
        Depois temos a questão de que estes últimos iPhone em pré-lançamento vêm equipados com muita tecnologia Samsung.
        Acho que a Apple não faz melhor, faz diferente!
        Quanto ao software, reconheço que se trata de um ecossistema bem estruturado e polido, mas também só o desenvolvem para os seus equipamentos, enquanto o Android, dentro das alterações feitas por cada marca, se adapta a dezenas de marcas e equipamentos diferentes. Voltando, ao novo iPhone Duo, até à Microsoft foram roubar o nome e o aspeto exterior do equipamento, basta ver o Microsoft Duo.
        Como as opiniões são como as v@ginas, já dizia o Herman José, aqui deixo a minha…
        A Apple tornou o iOS demasiado “abonecado”, o que leva a que o seu grande mercado, atualmente, sejam os adolescentes. Daí a quota de mercado de previsões que fala.
        Bem haja.

        1. Avatar de Vítor M.

          Hehehe pedes abertura a outros pontos de vista, mas começa por chamar “fan boy” a quem apresenta um diferente do teu. Mas ok… Depois, discordar de ti não demonstra falta de imparcialidade. Para demonstrar parcialidade, mostra-me, sff, erros ou critérios inconsistentes, não digas apenas uma conclusão de que não gostas. Interessante é trocar ideias e corrigir, por vezes, ideias erradas.

          Como tal, sugeria que tivesses atenção a essa cronologia. A Samsung situa o seu primeiro telemóvel de tecnologia própria em 1988, quando a Apple já tinha lançado o Macintosh e entrado em bolsa. Se por “dobráveis” se refere aos antigos telemóveis de tampa, estás a confundir categorias. Se falas de smartphones com ecrã dobrável, o Galaxy Fold foi apresentado em 2019, mas o FlexPai foi apresentado em outubro de 2018. A experiência da Samsung merece reconhecimento, mas não justifica reescrever a história. Outras marcas apareceram primeiro.

          Quanto aos componentes, mesmo que um iPhone use tecnologia Samsung, isso demonstra competência da Samsung como fornecedora. Não demonstra superioridade automática dos seus telemóveis. Fabricar um componente e conceber o produto que o integra são competências distintas. O mérito de uma empresa não apaga o da outra. A Apple pode escolher outros fornecedores, mas a Samsung não encontra outra Apple. 😉

          “A Apple não faz melhor, faz diferente” é uma frase simpática, mas vazia sem critérios. Faz diferente, faz melhor, e faz mais. Repara no leque de dispositivos Apple, repara que a Apple tem o seu próprio ecossistema e a Samsung não tem, nunca conseguiu sequer dar vida ao seu Tizen.

          A Apple tem o melhor hardware, inclusive é hoje liíder em segmentos que a Samsung também tem oferta. Nos tablets, por exemplo, nos smartwatches, nos earbuds, nos localizados (AirTags). A Apple continua a vender portáteis, desktops… a Samsung praticamente desistiu desse segmento. Fora… todo um leque de plataformas universais que são líderes (ou têm muito mais mercado que a Samsung), como o Apple Pay, App Store, Rede Encontrar, iCloud, Apple Music, Apple Car Play, etc etc etc…

          Já que passamos para o software, reconheces que o ecossistema é bem estruturado e polido e depois apresentas a integração entre hardware e software como se desvalorizasse esse resultado. Não tenhas dúvidas, a utilização do software num iPhone, num iPad, num Apple Watch ou numa Apple TV, funciona melhor que num qualquer Android e este Duo está a mostrar isso, e ainda não chegou às mãos dos milhões que o vão comprar.

          Quanto ao alegado “iPhone Duo” e a essa mentira que a Microsoft já havia usado, falta estabelecer a premissa: de onde vem esse nome e que elementos concretos sustentam a acusação de cópia? Uma semelhança não basta para concluir que houve “roubo”. Não sabes mas a Apple já tinha usado essa terminologia no Apple PowerBook Duo 😉 lá atrás, em 1992…

          Finalmente, chamar “abonecado” ao iOS é uma apreciação estética. Afirmar que os adolescentes constituem o principal mercado da Apple é uma alegação demográfica que exige dados. E não é verdade. Bem pelo contrário, são adultos com poder de compra, já ao contrário, 80% dos utilizadores Android, são pessoas que usam um telemóvel de mexer com o dedo, até porque, como deve saber são os modelos mais baratos os que mais vendem. No segmento premium, a Apple sempre dominou 😉 e aí caiu a sua argumentação.

          E usar essa alegação para explicar previsões de quota de mercado exige ainda demonstrar a relação entre ambas. Não apresentaste nenhuma dessas provas. E era interessante 😉

          Como referi, tens todo o direito à tua opinião. Mas a citação humorística no fim não resolve os problemas de fundamentação que vêm antes. Isto é, é preciso ser verdadeiro a falar. E não apenas crente.

          Abraço.

    2. Avatar de Mamba
      Mamba

      “Obrigado pelo Betatest”

      A Apple, alegadamente

  2. Avatar de Arnaut
    Arnaut

    Experiência acumulada em dobráveis??! Esta categoria é para rir, “inventada” para terem um empate na tabela!

  3. Avatar de Cr
    Cr

    Se compararem o preço ganha a Samsung 5/4

  4. Avatar de Nuno
    Nuno

    Sou utilizador Android, mas a comparação não é correcta, nem justa.
    A nível de hardware o modelo com que o Iphone Duo pode competir ou comparar-se de igual para igual seria o Z Fold 8, mas não o ultra.
    O termo de comparação não pode ser apenas o quartil de preço em que o artigo é vendido, mas sim o hardware do qual é construído e as funcionalidades e / ou limitações que esse hardware oferece.

    1. Avatar de Vítor M.

      Porquê o Z Fold 8 e não o Ultra, se estamos a falar de topos de gama?

  5. Avatar de Carlos Correia
    Carlos Correia

    Em 2026 ainda se mede o melhor??!!! Te garanto que a melhor experiência mesmo sem testar será a Apple…. Samsung com anos de trabalho a bater no mesmo … não tem um software específico para a máquina mas sim uma adaptação

    1. Avatar de Martins
      Martins

      Uma vez Cuscoid, sempre cuscoid
      Não compraria porque acho um desperdício no meu caso, o meu iPhone 15 pro max está para as curvas, mas só de ouvir “…oid” é de fugir.

  6. Avatar de Max
    Max

    Anda aqui uma trapalhada no meio disto que convém esclarecer.
    – Quanto ao preço – chega-se à última imagem do post e a comparação é entre o iPhone Duo (2.399 €) e o Galaxy Z Fold8 (1.999 €) – uma diferença de 400 €
    – Quanto às caraterísticas – a comparação é entre o iPhone Duo (2.399 €) e o Galaxy Z Fold8 Ultra, que no lançamento custava mais 200 € que o Fold8 (por isso agora será 2.199 €) – uma diferença de 200€.
    Quanto ao ecrã, as diagonais do Duo e do Z Fold8 são iguais (7,6″) enquanto o Z Fold8 Ultra é maior, (8″)por ter sido esticado em altura. O formato do ecrã interno é bastante diferente – o iPhone Duo tem um formato mais largo e baixo:
    – iPhone Duo: altura 12,1 cm, base 16,8 cm, 180,5 cm2. Z Fold8 Ultra: altura 13,6 cm, base 15,1 cm, 204,4 cm2

  7. Avatar de Farmar aura
    Farmar aura

    O iphone tem mais pinta. Eu não tenho um amor por nenhuma marca mas como o Android no Fold é meio martelado, as apps nem sempre ficam bem organizadas, aí a apple dá cartas. Depois há ali uma categoria, a fotografia, que é ilusória, hoje a qualidade até é demais para as fotos e videos, andamos a ter de pagar coud para ter fotos em resolução ecrã do estadio da luz, para que?

  8. Avatar de Pedro
    Pedro

    Julgo que ninguém ter o melhor equipamento em matéria de dobráveis. Caro e completamente descabido enquanto smartphone, e fraco enquanto tablet. É claro que os fanboys, sobretudo da Aplle, vão defender com unhas e dentes e sem qualquer razão lógica, a sua marca de eleição como se de um clube de futebol se tratasse. Há poucos anos, um smartphone Samsgung era um tijolo e o Iphone tinha o tamanho certo. Os mesmos fanboys vão hoje dizer que estes dobravéis da Apple são o conceito mais inovador na tecnologia móvel, mesmo sem iventar nada de novo. Da minha parte, nem um nem outro. Smartphone no bolso, tablet no sofá ou em viagem, e um laptop para trabalho.

  9. Avatar de Mouse
    Mouse

    Não sou nem pretendo ser um fanboy, até porque tenho telemóveis das duas marcas, mas acho incrível a imparcialidade desta análise, como é sempre quando se fala da Apple.

    Por exemplo:
    – Dar melhor nota a um processador, sem especificar se estamos a falar de velocidade, eficiência, gráficos, produtividade, multitarefas, é mesmo…….
    – Certificação para líquidos, superior num e não no outro….IPx8, são iguais para líquidos!!
    – Certificação para poeiras, aqui sim, o Duo é superior;
    – Caneta sem dúvida que a Samsung anda a dormir, pois é uma ferramenta importante para quem quer dar um uso mais profissional
    – O ecrã deveria ser comparado com o Fold 8 e não o Fold 8 ultra, devido às proporções semelhantes

    Mas pior de tudo é ter um comparativo de 2 equipamentos em que um dos critérios de avaliação é experiência acumulada em dobráveis, diz muito sobre a qualidade desta análise.

    E já agora vamos criar uma categoria sobre a integração de hardware / software sem testar o equipamento………

    1. Avatar de Vítor M.

      Não pretendes, mas estás a ser 😉 se não repara. O problema do teu comentário é que mistura críticas metodológicas legítimas com conclusões que não demonstras, e apresenta tudo como prova de favorecimento à Apple.

      Pedir critérios concretos para avaliar o processador faz sentido. Questionar uma nota de integração entre hardware e software sem testar o equipamento também. Mas isso sustenta uma crítica à fundamentação da análise (que referimos diversas vezes que “parece”, pois são dados da Apple, haveremos de o ter nas mãos, calma); não prova parcialidade. Para isso, tens de mostrar onde foram aplicados critérios diferentes às duas marcas.

      Na resistência a líquidos, estás a confundir a classificação com as condições de ensaio. A mesma indicação IPX8, por si só, não demonstra que os equipamentos suportam exatamente a mesma profundidade durante o mesmo tempo. Se a análise atribuiu uma vantagem, deve fundamentá-la, dizer “são iguais porque ambos são IPX8” também exige mais cuidado.

      Quanto ao ecrã, proporções semelhantes podem tornar uma comparação específica mais pertinente. Não chegam, por si só, para determinar quais os equipamentos que devem ser comparados.

      Preço, posicionamento e público-alvo também contam. Escolher o concorrente apenas pelo formato do ecrã seria tão arbitrário como ignorar esse formato.

      A experiência acumulada em dobráveis pode ser contexto relevante, mas concordo que não deve valer pontos automaticamente (apesar de até ser uma desvantagem, se o produto for mais fraco). O que deve ser avaliado é o resultado dessa experiência, isto é, qualidade da dobradiça, software, ergonomia e comportamento em utilização. Anos no mercado não substituem mérito demonstrado. E isso temos visto que as dificuldades são… algumas!

      Portanto, há críticas tuas que merecem resposta. O salto que fica por justificar é passar de “estas notas precisam de fundamentação” para “isto favorece a Apple, como sempre” (é onde tocas no que é ser fanboy). E ter telemóveis das duas marcas prova que tens telemóveis das duas marcas. Nada mais 😉 A imparcialidade demonstra-se nos argumentos, não no inventário. 😉

    2. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      Claramente não conheces os SoC da apple, não precisas de entrar em detalhes, são sempre melhores

    3. Avatar de Só Observo
      Só Observo

      De uma coisa podes estar certo, se um artigo é sobre a Apple e é escrito pelo Vítor, a moeda cai sempre para o lado da maçã.
      Se há coisa que não existe nos artigos escritos por ele sobre esta marca é imparcialidade.

      1. Avatar de T.V.
        T.V.

        Também já lhe disse isso várias vezes e fui simplesmente bloqueado! É a chamada ditadura!

        1. Avatar de Só Observo
          Só Observo

          É o que é.
          Eu quando vejo aqui um artigo sobre a Apple, a primeira coisa que faço SEMPRE é ver quem escreveu o artigo. Se eu vir que foi escrito pelo Víctor só me rio e já nem presto muita atenção porque já sei o que a casa gasta.
          Se vir que foi escrito por outra pessoa qualquer, aí já leio o artigo mais atentamente porque sei que vai ser um artigo muito mais honesto, quer seja para falar bem ou para falar mal.

          1. Avatar de Zé Fonseca A.
            Zé Fonseca A.

            O Vitor é um pouco biased para a Apple mas não ao ponto que referes, é uma inclinacao muito subtil, e normalmente os artigos dele são mais informativos e informados do que a maioria.
            Tens de ler e saber o que estas a ler, achar que alguém é biased só porque não vai na mesma direção que nós é fazer de nos próprios biased.
            Olha mais para ti e deixa os outros fazerem a cena deles

          2. Avatar de Vítor M.

            Lês, lês. Só que não percebes. Mas já percebi por que razão não percebes, é difícil ler alguma coisa “só a rir”…:D e como não conheces o assunto que escrevo, perdes a atenção. Prometo que nos próximos vou escrever mais devagar.

          3. Avatar de Só Observo
            Só Observo

            Vão continuar a não aceitar o meu comentário?
            Já mo rejeitaram cinco vezes.
            Acho íncrivel que o Administrador possa insultar quem quiser sem que ninguém tenha sido mal educado mas uma pessoa não possa responder.

            Continuem que eu tenho printscreens de todos os comentários que aguardavam aprovação. Se continuarem a rejeitar vou expor isto na comunidade online.

            Isto é o verdadeiro lápis azul. Vergonha.

            Aqui vai outra vez então:

            Ui, então Vítor? Não gostamos de ouvir as verdades e partimos para os insultos? Muito bem, continua a dar esse bom exemplo aos teus leitores

      2. Avatar de Zé Fonseca A.
        Zé Fonseca A.

        Enquanto não houver mais nenhum lado melhor para cair tem de cair para o lado da maçã.
        Sou a pessoa mais imparcial que conheço e a minha opinião também cai sempre para o lado da maçã, e sou bastante vocal no quanto odeio esta Apple e os seus produtos em especial software e o frustrado que fico por mesmo sendo mau não existir nada melhor

      3. Avatar de Vítor M.

        O que é escrito é sempre a realidade dos factos. É olhar os número 😀 eu percebo que vos custe, porque quereis “paninhos na ferida”. Mas basta olhar para a realidade e ver que não há outra forma de dizer as coisas.

        Eu sei que alguns gostam de ser enganados e que lhes digam só o que querem ler, mas aqui não é assim. 🙂 Se eu estivesse errado, a realidade que escrevo das marcas era outra e é exatamente aquilo que refiro.

        A imparcialidade é dizer, escrever e mostrar a realidade, é mostrar os factos e eu faço dessa forma. Não vos engano para dizer aquela suposta realidade que não existe.

  10. Avatar de José Fernandes
    José Fernandes

    https://pplware.sapo.pt/gadgets/iphone/iphone-duo-apple-nao-conseguiu-eliminar-as-maiores-dores-presentes-nos-dobraveis-android/

    Alguém escreveu algo inteligente e sem ser tendencioso… Mas quem no seu perfeito juízo paga este valor por isto…

  11. Avatar de T.V.
    T.V.

    Ah e tal, o mercado dos dobráveis não tem tração… olha olha… a marca do amigo Vitor por fim lá chegou e imaginem… agora os dobráveis já são a melhor coisa do mundo! Há coisas que são impagáveis e o prazer que isto me deu não tem preço!

    1. Avatar de Vítor M.

      E não tem. A ignorãncia é que te faz rir, pois se estivesses munido de informação, estavas caladinho. Mas eu já te dou aqui uma ajuda.

      Não tem tração? Não. Mas vamos a factos Apple tem 3 grandes mercados, o primeiro é o mercado americano, o segundo o mercado europeu e o terceiro o mercado chinês. Ora, no global, o segmento dos smartphones dobráveis vale 2% das vendas globais. O país que lidera as vendas de dobráveis é a China, lá cerca de 3,5% dos smartphones vendidos em 2025 eram dobráveis, isto é, aproximadamente 10 milhões num total de 285 milhões. Ora, na China, quem mais vende não é a Samsung, longe disso. A distibuição deu-se desta forma: Huawei (71,8%), Honor (9,1%), vivo (4,9%), OPPO (4,3%), Samsung (4,3%) e outras, incluindo Xiaomi (5,6%).

      É nesse mercado que a Apple quer apostar, pois no EUA, o seu grande mercado, os dobráveis valem apenas 1,13% dos smartphones em utilização. Nada que seja de facto digno de tração.

      No mercado europeu, os dobráveis representam cerca de 1,5% ds todos os smartphones vendidos. Destes, a Samsung é responsável por 41%, seguida da Motorola com 15%, a Honor com 13% e a Google com 8% em exequo com a Xiomi também com 8%. Residual este mercado, a Samsung vendeu no mercado europeu cerca de 700 mil equipamentos dobráveis. Não tem tração.

      A Apple, o que vai atacar? O mercado chinês, seguramente, ir conquistar um pouco do mercado europeu e não deverá ter grandes vendas dentro de portas, seguindo um pouco a tendência do que a Samsung conseguiu. Mesmo assim, a Samsung está nervosa porque sabe que a Apple vai-lhe retirar quota em todos os mercados. 😉

      Ai agora já não te ris 😀 essa cara de tacho é impagável HAHAHAHA

  12. Avatar de Márcio
    Márcio

    Nenhum dos 2, OPPO Find N6 é Rei e senhor nos dobráveis.

  13. Avatar de Paulo Abreu
    Paulo Abreu

    o Xiaomi 18 Fold e o Huawei Pura X Max não são tão falados e parecem-me opções muito boas. PPlware, faz aí uma comparação dos 4 a ver se tenho ou não razão!?

    1. Avatar de Vítor M.

      Vai ser possível. Em breve poderemos ter os 3.