iPhone Duo vs. Galaxy Z Fold8 Ultra: quem tem afinal o dobrável mais avançado do mundo?
A Apple chegou muito mais tarde ao mercado dos smartphones dobráveis, mas não veio propriamente para aprender. O novo iPhone Duo coloca-se diretamente frente ao Galaxy Z Fold8 Ultra, o modelo que representa vários anos de experiência da Samsung neste formato. iPhone Duo vs. Galaxy Z Fold8 Ultra, qual o melhor?
De um lado temos, portanto, a primeira geração da Apple. Do outro, uma Samsung que já conhece praticamente todos os problemas associados a ecrãs flexíveis, dobradiças e software pensado para dois formatos de utilização.
Mas será que oito gerações de experiência são suficientes para manter a Samsung à frente?
Dois conceitos bastante diferentes
Apesar de ambos serem dobráveis em formato livro, Apple e Samsung seguiram filosofias diferentes. O Galaxy Z Fold8 Ultra aproxima-se de um smartphone convencional quando está fechado.
Tem um ecrã exterior Dynamic AMOLED 2X de 6,5 polegadas e, quando aberto, transforma-se num pequeno tablet com um enorme painel de 8 polegadas.
O iPhone Duo é bastante mais compacto. Fechado apresenta um ecrã Super Retina XDR de 5,4 polegadas. Aberto disponibiliza um painel OLED dobrável de 7,6 polegadas.
A Apple refere que o ecrã interior é 50% maior do que o do iPhone 18 Pro Max. Os dois painéis possuem ProMotion até 120 Hz e conseguem atingir 3000 nits de luminosidade máxima no exterior.
A Samsung oferece igualmente até 120 Hz e 3000 nits no painel interior.
| Característica | iPhone Duo | Galaxy Z Fold8 Ultra |
| Ecrã exterior | 5,4″ | 6,5″ |
| Ecrã interior | 7,6″ | 8″ |
| Taxa atualização | 1-120 Hz | 1-120 Hz |
| Brilho máximo | 3000 nits | 3000 nits |
| Peso | Não é o mais leve da categoria | 215 g |
Em área útil, a Samsung ganha claramente. Para produtividade, vídeo ou trabalhar com várias aplicações simultaneamente, aquelas 8 polegadas fazem diferença.
Mas a Apple atacou um dos maiores problemas dos dobráveis
Há um detalhe particularmente interessante no iPhone Duo: o vidro de nanotextura do ecrã interior. Segundo a Apple, este acabamento reduz reflexos e, sobretudo, ajuda a tornar menos visível o vinco existente na zona da dobragem.
A dobradiça também foi desenvolvida especificamente para suportar o centro do painel quando o equipamento está completamente aberto. É constituída por mais de 100 componentes e trabalha em conjunto com um sistema magnético que mantém o Duo fechado.
É uma área onde a Samsung tem uma enorme experiência, mas onde a Apple parece ter estudado cuidadosamente os problemas das gerações anteriores de dobráveis.
A20 Pro de 2 nm contra Snapdragon 8 Elite Gen 5
É provavelmente aqui que encontramos uma das maiores diferenças tecnológicas. O iPhone Duo utiliza o novo A20 Pro produzido num processo de 2 nm.
Tem uma CPU de seis núcleos, GPU de sete núcleos com Neural Accelerators, Dual Neural Engine de 16 núcleos e ray tracing acelerado por hardware.
Segundo a Apple, a CPU é até 20% mais rápida do que a do A19 Pro, enquanto a GPU oferece até mais 40% de desempenho e eficiência. A largura de banda da memória aumentou 50%.
O Galaxy Z Fold8 Ultra utiliza o poderoso Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy, acompanhado por 12 ou 16 GB de RAM.
Não falta desempenho a nenhum deles. Contudo, olhando exclusivamente para tecnologia de semicondutores e para a integração entre processador, Neural Engine, GPU, modem e sistema operativo, o A20 Pro coloca o iPhone Duo numa posição particularmente interessante.
E há uma câmara de vapor especial
Um processador extremamente rápido dentro de um smartphone tão fino cria outro problema: calor. A Apple desenvolveu uma solução térmica específica.
O encapsulamento do A20 Pro liga diretamente o processador a uma câmara de vapor personalizada, inspirando-se em algumas técnicas utilizadas nos Apple Silicon da família M.
Segundo a empresa, esta solução permite ao iPhone Duo alcançar até 35% mais desempenho sustentado do que o iPhone 17 Pro. Num dobrável, onde o espaço interior é particularmente limitado, este poderá ser um dos avanços mais importantes do Duo.
Nas câmaras, a Samsung responde com força
Aqui a situação inverte-se. O iPhone Duo tem duas câmaras traseiras Fusion de 48 MP: principal e ultra grande angular. O Galaxy Z Fold8 Ultra apresenta três.
Samsung Galaxy Z Fold8 Ultra:
- 200 MP principal
- 50 MP ultra grande angular
- 10 MP teleobjetiva
- Zoom ótico 3x
iPhone Duo:
- 48 MP principal Fusion
- 48 MP ultra grande angular Fusion
Ou seja, a Samsung oferece um sistema fotograficamente muito mais versátil, principalmente graças à teleobjetiva. O sensor principal de 200 MP é também uma das características que diferencia o Fold8 Ultra do Fold8 normal.
A Apple deverá continuar extremamente competitiva em fotografia computacional e vídeo, mas olhando apenas para a flexibilidade do hardware disponível, a vantagem é da Samsung.
Apple Pencil contra… nada
Existe, contudo, uma pequena ironia nesta geração. O Galaxy Z Fold8 Ultra não suporta S Pen.
O iPhone Duo vai suportar Apple Pencil USB-C nos dois ecrãs através de uma atualização disponibilizada ainda este ano.
É uma mudança curiosa. Durante anos, a possibilidade de utilizar uma caneta num grande ecrã dobrável foi precisamente um dos argumentos diferenciadores da Samsung. Em 2026 é a Apple que oferece essa possibilidade.
Touch ID regressa ao iPhone
Para conseguir construir este formato, a Apple tomou outra decisão surpreendente: abandonou o Face ID.
O iPhone Duo utiliza Touch ID integrado no botão lateral. É uma solução prática porque funciona exatamente da mesma forma com o equipamento aberto ou fechado, embora represente tecnicamente um recuo relativamente ao sistema biométrico utilizado nos restantes iPhones topo de gama.
A Samsung utiliza igualmente um leitor de impressões digitais lateral.
Neste ponto, nenhum deles apresenta uma vantagem decisiva, embora seja curioso vermos um iPhone de topo novamente dependente da impressão digital.
IP68 é uma vitória importante da Apple
Este poderá ser um dos números mais impressionantes do iPhone Duo.
- iPhone Duo: IP68
- Galaxy Z Fold8 Ultra: IP48
O Duo está certificado segundo a norma IEC 60529 para resistência à água até uma profundidade máxima de seis metros durante 30 minutos.
O Fold8 Ultra mantém certificação IP48. A Samsung reforçou a construção com Advanced Armor Aluminium 2 e Gorilla Glass Ceramic 3, mas não consegue igualar a certificação do novo iPhone.
Para um dispositivo dobrável, alcançar IP68 é tecnicamente significativo. Aqui a Apple está claramente à frente.
Samsung continua rainha da multitarefa
Se passarmos do hardware para a utilização do grande ecrã, a Samsung recupera terreno rapidamente. O Galaxy Z Fold8 Ultra dispõe de Multi Window, Flex Mode, App Continuity, barra de tarefas e Samsung DeX.
É possível trabalhar com três aplicações em ecrã dividido e ainda utilizar aplicações em janelas flutuantes.
A Apple redesenhou partes do iOS 27 para aproveitar o Duo, permitindo várias aplicações simultaneamente e adaptando automaticamente as interfaces à transição entre os dois ecrãs.
Mas a Samsung trabalha neste conceito há anos. Neste momento, para quem pretende utilizar um dobrável quase como substituto de um pequeno tablet ou computador, o Fold8 Ultra continua a oferecer uma experiência de multitarefa mais madura.
Contudo, pelo que foi mostrado, o software da Apple está mais adaptado ao Duo, com mais animações fluidas, mais interessante do ponto de vista gráfico.
E a bateria?
A Samsung colocou uma bateria de 5000 mAh no Fold8 Ultra. A Apple não joga habitualmente a batalha dos miliamperes-hora e prefere apresentar autonomia.
No Duo temos um novo sistema de bateria dupla e o modem C2 desenvolvido pela própria Apple. A marca anuncia até 31 horas de reprodução de vídeo utilizando o ecrã interior e até 44 horas utilizando o exterior.
A verdadeira comparação terá, naturalmente, de esperar por testes independentes realizados nas mesmas condições.
Então qual é o dobrável tecnologicamente mais avançado?
Não existe uma vitória absoluta, mas isso abona a favor da Apple, tendo em conta que entra agora neste segmento.
O Galaxy Z Fold8 Ultra é atualmente o dobrável mais completo. Tem ecrãs maiores, um sistema de câmaras muito mais versátil e, sobretudo, anos de desenvolvimento de software dedicado à multitarefa. É quase um pequeno computador Android que cabe no bolso.
Mas o iPhone Duo parece ser o dobrável tecnologicamente mais sofisticado em vários aspetos fundamentais.
O A20 Pro de 2 nm, o sistema térmico personalizado, o ecrã de nanotextura, a construção em titânio, a certificação IP68, o modem C2, a integração entre hardware e iOS e até o suporte para Apple Pencil mostram que a Apple não se limitou a copiar aquilo que já existia.
Chegou tarde, mas aproveitou os anos de evolução deste mercado para tentar resolver alguns dos problemas que continuam associados aos dobráveis.
| Categoria | Vencedor |
| Ecrã / área útil | Galaxy Z Fold8 Ultra |
| Processador | iPhone Duo |
| Câmaras | Galaxy Z Fold8 Ultra |
| Multitarefa | Galaxy Z Fold8 Ultra |
| Resistência à água e pó | iPhone Duo |
| Caneta | iPhone Duo |
| Integração hardware/software | iPhone Duo |
| Experiência acumulada em dobráveis | Galaxy Z Fold8 Ultra |
Resultado? Um empate que esconde duas filosofias completamente diferentes. A Samsung tem provavelmente o dobrável que permite fazer mais coisas. A Apple parece ter construído o dobrável com algumas das soluções tecnológicas mais avançadas.
Tem o software mais dedicado, mais bem desenhado, com mais pormenor, refinado ao ecossistema. Nota-se cuidado para usar mais e melhor o espaço construído em cima da sua engenharia.
E há talvez uma conclusão ainda mais importante: depois de anos praticamente sozinha a definir o segmento, a Samsung tem finalmente um adversário capaz de obrigar a indústria dos dobráveis a acelerar novamente.




































