iPhone dobrável pode desvalorizar 65% logo no primeiro ano, diz estudo
O iPhone dobrável ainda não existe, mas já há números que ajudam a antecipar o que está por vi. Segundo um novo estudo, os smartphones dobráveis perdem valor muito mais depressa do que os modelos tradicionais, e a Apple, apesar do seu histórico, pode não escapar a essa tendência.
Os dobráveis poderão ser, na perspetiva de muitos, o topo da inovação em smartphones. Contudo, os números da SellCell mostram um lado menos entusiasmante do negócio: a desvalorização.
De acordo com a análise, quem compra um dispositivo dobrável perde, em média, cerca de 997,69 dólares ao fim de apenas 12 meses. Em comparação, um smartphone "tradicional" desvaloriza, em média, 605,32 dólares no mesmo período.
Na prática, os dobráveis perdem 64,6% do seu valor original num único ano, a pior taxa de retenção de valor entre todas as categorias analisadas.
Do lado oposto, a gama iPhone 16 destacou-se como a que melhor mantém o valor, retendo ainda 51,5% do preço de lançamento passado um ano de utilização.
Num exemplo do problema, a versão de 1 TB do Samsung Galaxy Z Fold6 registou a maior queda de valor absoluta de todo o estudo, perdendo 1479,99 dólares em apenas 12 meses.
O que isto significa para um eventual iPhone dobrável
Há já algum tempo que os rumores apontam 2026 como o ano da chegada do primeiro iPhone dobrável da Apple.
Fontes como a Reuters, o analista Ming-Chi Kuo e o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, têm sugerido que o dispositivo poderá surgir junto com a futura família iPhone 18, com um preço a rondar os 2000 dólares.
Com base nesse cenário, a SellCell fez uma simulação: se a Apple seguir os padrões de desvalorização atualmente registados no segmento dos dobráveis, um iPhone dobrável de 2000 dólares poderia perder até 1292 dólares de valor logo no primeiro ano de vida.
Este número contrasta fortemente com a reputação que os iPhones têm construído ao longo dos anos como os smartphones que melhor retêm valor no mercado de usados e trocas.
O verdadeiro desafio não é o hardware
Uma das conclusões do estudo mostra que os problemas do potencial iPhone Ultra não terão tanto que ver com dobradiças, vincos no ecrã ou durabilidade, os problemas técnicos que normalmente dominam a conversa sobre dobráveis.
Por sua vez, o maior desafio da Apple poderá ser convencer o mercado de que este tipo de dispositivo consegue manter valor a médio prazo.
Até agora, as fabricantes que já apostam em ecrãs dobráveis não têm conseguido travar esta desvalorização acelerada, e isso pesa diretamente na decisão de compra de muitos consumidores, especialmente daqueles habituados a revender ou trocar os seus iPhones por valores ainda elevados um ou dois anos depois do lançamento.
Assim sendo, se a Apple decidir mesmo avançar para os dobráveis, terá pela frente o desafio de provar que este seu novo formato consegue romper com a tendência de desvalorização que tem marcado o segmento até aqui.
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Fonte: SellCell
Neste artigo: iPhone dobrável, iPhone Ultra, valor























Saiu o iOS 26.5.2 que corrige, nada mais, nada menos, que 29 vulnerabilidades
“É interessante notar que desta vez a Apple mudou de abordagem. Confirmou à Reuters que lançou patches de segurança antes do previsto devido a preocupações com o avanço da inteligência artificial, que poderia acelerar significativamente o desenvolvimento de ferramentas de hacking. Em vez de esperar pelo lançamento do iOS 26.6, a empresa optou por uma atualização separada, lançando patches de segurança mais rapidamente,”
A Apple diz que não tem conhecimento dessas vulnerabilidades estarem a ser usadas, mas não dá detalhes por poderem ser usadas por hackers para atacar iPhones não atualizados.