Eficácia da Proteção de Dispositivo Roubado no iPhone está a mudar regras do mercado negro
Não é novidade para ninguém que, em Barcelona, Paris, Roma ou Londres, são cada vez mais frequentes os furtos de smartphones por esticão em zonas repletas de turistas. Não faltam vídeos a testemunhar este problema crescente. A Apple tem um sistema, o Proteção de Dispositivo Roubado, que está a tornar a vida cada vez mais difícil aos ladrões. Tem o seu sistema ativo?
Até há pouco tempo, um equipamento roubado podia ser formatado com relativa facilidade para ganhar uma segunda vida no mercado de usados, algo que hoje é muito mais complexo graças às várias camadas de segurança integradas nos sistemas operativos mais recentes.
A preocupação em proteger não apenas o valor físico do equipamento, mas também o acesso a contas bancárias e dados privados, levou a uma mudança de estratégia no desenvolvimento de software.
Em Londres e noutros países europeus, os utilizadores estão a adotar em massa configurações que impedem os ladrões de assumirem o controlo total do dispositivo, mesmo que tenham conseguido observar o código numérico de desbloqueio e saibam o que fazer depois de roubarem e desligarem um iPhone.
Impacto real na segurança e na revenda na Europa
Relatórios recentes de forças de segurança de cidades como Londres apontam para uma tendência muito positiva: o número de dispositivos que conseguem ser reativados por terceiros caiu drasticamente.
Este fenómeno desincentiva o roubo, uma vez que, se um equipamento não puder ser revendido como uma unidade funcional, perde praticamente todo o interesse para as redes organizadas dedicadas ao furto e à posterior distribuição de tecnologia.
Ao dificultar o processo de reposição de fábrica, o ladrão acaba por ficar com um verdadeiro “tijolo” digital que pouco ou nada lhe serve.
Esta barreira não só protege o proprietário original, como também ajuda a limpar o mercado de segunda mão, evitando que compradores de boa-fé adquiram produtos de origem ilícita que nunca poderão utilizar. Além disso, é possível localizar o proprietário de um iPhone roubado.
Sensores inteligentes para detetar roubos em tempo real
A evolução deste sistema de defesa vai ainda mais longe com a utilização de hardware que já existe nos nossos bolsos.
A Apple está a desenvolver algoritmos que recorrem ao acelerómetro e ao giroscópio do telemóvel para identificar padrões de movimento invulgares, como os que ocorrem quando alguém arranca o smartphone das mãos de um utilizador e foge rapidamente, através de um sistema de bloqueio por deteção de roubo.
Se o sistema operativo identificar este tipo de comportamento, ativa imediatamente um bloqueio automático que impede qualquer interação com o dispositivo, mesmo que o ecrã estivesse ligado naquele momento.
Trata-se de uma forma inteligente de neutralizar o equipamento em segundos, impedindo o criminoso de aceder a aplicações abertas ou de desativar as funcionalidades de localização antes de o proprietário conseguir reagir.
Como ativar a Proteção de Dispositivo Roubado no iPhone
Abra a aplicação Definições, entre em Face ID e Código (ou Touch ID e Código) e introduza o código do equipamento. De seguida, procure a opção Proteção de Dispositivo Roubado e ative-a.
Esta funcionalidade acrescenta uma camada extra de segurança ao iPhone, exigindo autenticação biométrica para operações sensíveis, como alterar a palavra-passe da Conta Apple, desativar a funcionalidade Encontrar ou modificar definições de segurança. Assim, mesmo que alguém descubra o código de desbloqueio, terá muito mais dificuldade em assumir o controlo do equipamento.
Proteção total, incluindo peças e componentes
Uma das questões que ainda estava por resolver era impedir que os equipamentos roubados fossem desmontados para venda das suas peças em separado. A nova estratégia de segurança prevê estender o bloqueio de ativação aos componentes individuais, como o ecrã, a bateria ou os módulos das câmaras, associando-os permanentemente à placa principal do proprietário legítimo. Por esse motivo, os reparadores autorizados não irão reparar um iPhone roubado.
Com esta medida, pretende-se impedir que oficinas não autorizadas ou centros de reparação reutilizem estes componentes noutros equipamentos, fechando assim a última fonte de rendimento das redes criminosas.
Além disso, para qualquer operação considerada crítica, foi introduzido um atraso de segurança de uma hora, exigindo uma segunda validação biométrica através do Face ID ou Touch ID quando o utilizador não se encontra num local reconhecido, como a sua casa ou local de trabalho.
A combinação de todas estas medidas tecnológicas está a tornar o roubo de smartphones num negócio cada vez menos rentável e mais arriscado para quem o pratica.
A segurança já não depende apenas de uma palavra-passe que alguém possa observar discretamente, mas de um ecossistema completo que protege tanto o exterior como o interior do equipamento, transformando o iPhone num dispositivo extremamente difícil de explorar de forma ilegal.


























Hum … “Uma parte significativa dos iPhones roubados é levada para a China para ser desmontada. Peças como ecrãs, baterias, e até a carcaça são revendidas, e o processo não desperdiça nada. Mesmo os “iCloud bloqueados”, são recondicionados para serem revendidos, com os dados apagados”.
Estas medidas vão atrapalhar o negócio do roubo de iPhones para peças? Duvido. Estou é a ver a Apple a levar uma multa na UE por essas medidas contrariarem o “direito à reparação”.
A melhor forma seria ativar remotamente o dispositivo de forma a explodir em caso de assalto. Acabavam se logos os roubos
Completamente de acordo!
Então e o Android?
O Vitor só vê iPhones! 😀
Não, eu vejo todos os que tenho em cima da mesa e são vários 😉 mas uso iPhone, sim, apesar de ter um Android também para trabalhar.
É verdade que no iOS tudo é mais simples de fazer, mais rico graficamente e mais intuitivo. Porque tenho tudo de iOS e tudo da Google. Portanto, o melhor dos dois mundos. Mas, apesar disso, deixei de forma equitativa as funcionalidades para um e para outro. 🙂 Mas eu percebo esse teu gosto pelos iPhones 😉
Na prática o que vai mudar é que as pessoas vão começar a ser fisicamente agredidas, até fazerem tudo o que é necessário para os ladrões estarem satisfeitos que o processo de desbloqueio esta totalmente completo e pronto para a revenda ou o que quer que queiram fazer, e isto não é um absurdo, em algumas zonas do mundo se o ladrão abordar a pessoa e a mesma não tiver o que eles consideram de valor simplesmente matam as pessoas e espalham a palavra de que o fizeram por não ter nada de valor. Como raramente sofrem as consequências com rapidez suficiente, os outros imitam-nos e é uma praga nessas zonas.
talvez não. são dois tipos diferentes de crime com molduras penais diferente.
um ladrão de carros, por norma, não comete assassinatos. o princípio aqui é o mesmo
O atraso de segurança, só vai transformar a vida dos utilizadores num inferno. A segurança, quando é em demasia, só atrapalha.
Que tal as pessoas andarem com os equipamentos nos bolsos, ou nas malas e só os tirarem, quando é necessário.
Cada vez, vejo mais gente com os equipamentos na mão. Assim não há milagres.