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Criador do Telegram acusa a Apple de destruir startups com as taxas da App Store

                                    
                                

Fonte: Dicas Telegram

Autor: Marisa Pinto


  1. saldoso says:

    Esta tem piada!
    Sem a App Store a maioria destas startups nem existiria, sendo que o esquema de negócio das startups já sabe de antemão quanto é que ganha, podendo definir os preços que querem cobrar.
    Virem agora dizer que a App Store destrói as startups é pura pressão para obter rendimentos que pertencem à loja. Qualquer loja tem direito a margens de lucro, elas não existem para a mera distribuição de produtos sem ganhar nada com isso.
    Será que vamos ignorar que a distribuição montada pela Apple dá confiança e garantias aos consumidores…? E que as startups obtêm vantagens da confiança gerada? Porque é que será que ganham mais na loja da Apple?

      • Poet says:

        Ninguém fala em não pagar mas 30% é abuso, para quem não corre riscos, não desenvolve a App, só distribuiu.
        Sem esses programadores quem queria um IPhone? Vejam o que aconteceu com o Windows Phone por falta de Apps.
        Dispenso “garantias” da Apple, com o meu telemóvel a partir do momento em que o paguei faço com ele o que quiser, dispenso tiranias a dizer o que posso ou não fazer.

        • Joao says:

          Abuso é o governo mamar 28% de todos os investimentos que fazes e aí não vejo artigos nem ninguém a queixar-se.

          • adbu says:

            28% é abuso, mas os 30% da Apple já não são. ….

          • Mario Leal says:

            Infelizmente é como a economia funciona: quem distribui lucra muito mais do que quem produz.
            Enquanto todos nós nos sentirmos bem com isto…

          • Miguel says:

            Que 28% do investimento são esses?

          • Matias says:

            É que o governo nesse caso não faz ponta!

            Tu tens todo o trabalho, o governo não ajuda nada, só complica, depois tens de pagar tributo aos Senhores Marcelo Rebelo de Sousa, Ferro Rodrigues e António Costa.

            Porquê?

            Porque eles te deixaram trabalhar em Portugal!

            É por isso!

          • Matias says:

            @Miguel se alugares uma casa, tens de pagar ao estado 28% sobre cada renda.

            O mesmo se puseres dinheiro a render no banco, ou ganhares em acções, ou etc. etc. etc.

          • Miguel says:

            Ah.
            Confundem investimento com rendimento.

          • saldoso says:

            Matias, chama-se a isso impostos, algo que toda a gente tem que pagar. Ou será que só os assalariados é que têm que pagar impostos?

        • saldoso says:

          Não é ele que tem que definir a %, é a loja, pois como em qualquer loja é a loja que define a sua margem na venda dum produto que vende!
          De modo que para o programador não tem nada de abusivo ser 30, 40 ou 50%, todos eles têm as mesmas condições, e é o programador que define quanto é que quer receber.
          Para o consumidor é que já podemos achar que a loja poderia reduzir as margens já que o volume de negócio é bastante elevado. Contudo a Apple já reduz as margens nalguns pagamentos.
          Achas que a loja e a Apple não correm riscos? mesmo?
          Tu podes fazer muita coisa que quiseres com o Telemóvel, até podes instalar aplicações fora da loja, o que não se pode é ter empresas a distribuir aplicações fora da loja.

          • JJ_ says:

            Até é possível instalar apps fora da loja do iPhone, mas para isso tem que usar Jailbreak, o que não será considerada uma opção validade visto que existe perda de garantias e afins. Não seria bom uma empresa de software fazer esse tipo de recomendação.

            No caso da Google isso já é diferente.

          • saldoso says:

            JJ_,
            não é preciso fazer Jailbreak para instalar uma aplicação fora da loja!
            A Apple dá formas de fazer instalações fora da loja, em empresas ou em casa!

          • JJ_ says:

            @saldoso… vamos ser francos para 90% dos utilizadores, e para um negocio de uma empresa, essas opções não são as mais viáveis.

          • saldoso says:

            JJ_
            acho que já fui claro que quem quer fazer negócio com aplicações não pode distribuir fora da loja…
            a forma de distribuição existe para dar garantias de segurança nos aparelhos que a Apple vende.

        • Samuel MG says:

          Não perceberam a noticia!! A empresa paga 30% para ter a app na Apple Store e ainda tem de pagar mais 30% se houver transações na app.

          • Miguel says:

            30% para a Apple lhe vender a app.

            15% para a Apple lhe processar os pagamentos ‘in app’.

            Sem as despesas de faturação, cartões, servidores,

            (igual no Android)

          • saldoso says:

            Acho que não sabes como é que funciona a App Store!
            Não se paga 30% por ter a app na App Store, a Apple fica com 30% do preço de venda da aplicação. Caso não tenha preço não recebe nada, mas se a App vender dentro da aplicação (algo que é uma alternativa a ter um preço inicial de venda), a Apple fica com 30% da transação ou 15% se for uma subscrição recorrente.

          • Samuel MG says:

            “O programador do Telegram reconhece que, contrariamente à Apple, a Google permite que os utilizadores instalem apps de outras lojas. No entanto salienta que no Android os programadores também têm que pagar uma taxa de 30% sobre todas as transações feitas através das apps deste sistema operativo.”
            Eis a prova que se paga.
            “Ou seja, a Apple aproveita-se duplamente dos programadores de apps — como mão de obra gratuita para criar uma vantagem competitiva para os seus smartphones; e como fonte de super-lucros ao receber 30% da venda dos seus serviços.”

          • saldoso says:

            Samuel MG,
            isso não é nenhuma prova, é tu não perceberes!
            O programador recebe da loja, não paga à loja! Em qualquer compra que passe pela loja a loja tem a sua margem, como em qualquer tipo de loja.

    • JJ_ says:

      Uma coisa é eu vender o software e ganhar uma % dessa venda, outra é eu depois de vender o software, qualquer compra realizada dentro desse software, continuar a ganhar uma %.

      É verdade que as starups, já montam o negocio tendo em conta esses custos, mas a margem que tem é cada vez menor, a medida que a concorrência aumenta.

      No inicio, este modelo da Apple/Google, até podia fazer sentido, visto que o mercado ainda não estava com um numero significativo de concorrentes.
      Ou seja, uma startup pagava para ganhar vantagem a outros, visto haver menos competitividade entre apps. Com tanta competitividade, o preço das apps e dos extras, tem de começar a ser menor, logo ao manter-se a mesma % de comissão o ganho começar a diminuir.
      Talvez no inicio, conseguiam vender uma app por 3€ a 2 ou 3 milhões de utilizadores, com o aumento da concorrência esses 3 milhões de pessoas estão divididos por 5 ou 6 apps, isso faz cada app apenas consiga vender a umas milhares de pessoas, enquanto antes vida a milhões..

      No fundo isto quer dizer que a Apple/Google continua a ganhar 30% desses 3 milhões… mas as restantes 70% já não é a dividir por 2 ou 3 startups… é a dividir por 7 ou 10. Logo cada uma delas vai ganhar cada vez menos, a medida que o mercado continua a crescer.

      Podes dizer, para aumentarem o preço… O problema esta ai… É que as primeiras startup já são empresas bem no mercado e não são consideradas startups, e por isso não precisam de alterar o preço para manter os lucros, podem continuar a vender ao mesmo preço que vendiam antes. As novas empresas, estão ainda muito dependes dos utilizadores que compram, e se venderem mais caro, ninguém compra.

      Por isso, 10 anos depois… o mercado esta diferente e já não será justo a Apple/Google continuarem com a mesma politica comercial para os programadores, visto que nesta fase só prejudica as novas startups.

      O que é pena é não existir um player no SO Mobile que não imponha esse tipo de medidas. Os programadores estão sempre sujeito as mesmas regras e isso limita a liberdade e criatividade. Foi pena a Microsoft não ter conseguido criar um plano semelhante ao Windows no seu SO Mobile.

      • saldoso says:

        JJ_
        o teu erro é continuar a achar que é um custo quando não é um custo para o programador!
        Ele não paga nada à loja. Ele apenas recebe.
        Se receberes menos, não tem nada a ver com o que a loja ganha, mas com não conseguires dar algo diferenciado ao consumidor. Até porque se o mercado cresce é porque há mais gente a pagar – aliás o dinheiro gerado por consumidor tem aumentado, por causa das subscrições.
        Já agora tu ou vendes uma aplicação ou tens vendas dentro da aplicação! E a loja apenas recebe para certas vendas… Não recebe por andares a vender peças de roupa

        • JJ_ says:

          @saldoso… Ele não paga a loja?

          Não é isso que o site da Apple diz, que passo a citar:
          “Os programadores recebem 70% das vendas de apps pagas e a Apple cobra uma comissão de 30%.”
          “Nesse caso, os programadores recebem 70% das vendas de assinaturas no primeiro ano de assinatura e a Apple cobra uma comissão de 30%. Após o primeiro ano, os programadores recebem 85% durante os restantes anos em que o utilizador renove a assinatura e a Apple cobra uma comissão de 15%.”
          “conteúdos digitais adicionais na app através do sistema de compras integradas da Apple. Os programadores recebem 70% do valor das compras integradas e a Apple cobra uma comissão de 30%.”
          by https://www.apple.com/pt/ios/app-store/principles-practices/

          Isto quer dizer, que o programador vai receber uma fatura da Apple a dizer que a Apple recebeu as comissões. Depois o programador pode por essa fatura como despesa da empresa.

          Logo, é uma despesa/custo. É uma despesa operacional, mas não deixa de ser uma despesa.

    • PTO says:

      Concordo.
      Até gostava de saber quanto é que esse fulano já faturou com a loja da Apple e da Google que, aparentemente, são os maus da fita nesta situação.
      Hipócrita!

  2. Tim says:

    Não foi o durov.
    Foram os criadores do email HEY.
    Depois uma serie de pessoas juntaram-se à causa (durov incluido).
    Diga-se que estas criticas sao muito idiotas. Sem apple ou app store e esta gente toda andava a assentar blocos de cimento.
    Querem usufruir do top da apple sem pagar nada. Ta serto!

    • Guilherme says:

      Para quem quiser saber mais: https://hey.com/apple/

    • adbu says:

      A Apple sem as app também não se safava, foi o que aconteceu com a Microsoft. 30% de todas as transacções é muito abusivo.
      A UE devia impor regras claras contra estes abuso gerados por monopólio.

      • saldoso says:

        é a política desde o primeiro dia, e não é a única a usar essa percentagem sobre o preço aplicado da loja!

        • adbu says:

          lá por não ser a única não quer dizer que esteja certo ou aceitável.

          • saldoso says:

            por acaso até quer dizer que é aceitável e certo para o programador.
            não houve qualquer mudança nessa percentagem, todos sabem desde o início o dinheiro quer recebem.
            Imagina a coisa desta maneira. Tu queres receber X por cada venda duma aplicação, e recebes esse X e a loja recebe Y com preço Z para o consumidor! É assim em qualquer loja no mundo!

      • Alfa says:

        Peço desculpa, mas sendo as condições iguais para todos, só programa e vende em iOS quem quiser. Toda a gente sabe as condições quando coloca lá uma app de antemão. A mesma coisa com as outras lojas… Google, Sony (Playstation), Microsoft…

  3. Robin says:

    Oh ,Huawei !
    Aproveita estas criticas , só precisas de apanhar os insatisfeitos.

  4. SG says:

    Não compreendo como, enquanto suposto empresário, ele pode utilizar um argumento tão descabido…
    Será o mesmo que dizer que a Worten, a Fnac e afins não deveriam ganhar também dinheiro com os produtos que lá têm à venda, afinal, não são desenvolvidos nem criados por essas insígnias. Deviam simplesmente deixar lá colocar o produto e não recebiam nada por isso. Ah, mas pelo meio pagavam as rendas e salários… E colocavam simplesmente toda a sua estrutura à disposição.
    Ou seja, no fundo, o que querem, é ter acesso a uma base de dados de milhões e milhões de pessoas (cujos servidores e custos associados são pagos pela Apple, neste caso, e pela Google no caso do Android), sem pagar taxa. Isso é que era!!
    Uma margem de 70% é perfeitamente adequada, seja na Apple, Google, e em qualquer negócio! Aliás, bem mais do que adequada. Quando a margem média final de um negócio ronda os 30 a 40% (estou a falar em médias, em equipamento informático, por exemplo, ronda os 10 a 15%, havendo também áreas de negócio em que é superior aos 50%), como pode alguém dizer, e sabendo-se já de antemão que se terá uma margem de 70% sobre o valor de venda, que a margem é baixa?? O produto define-se consoante o preço a que se quer vender. Não se criando produto, fabrica-se o mesmo (ou, neste caso, distribui-se) e só depois é que se pensa nos valores. É muito bom e fácil atacar as marcas grandes, até porque traz sempre viabilidade a quem não se conhece, mas é preciso ter em conta que, gostando-de ou não da Apple ou Google, é graças às estruturas das mesmas que muitos negócios são sustentados, mesmo com margens tão “miseráveis” como 70% (que não será a margem bruta, obviamente, mas mesmo assim)….

    • SG says:

      *não se cria o produto (corretor tramou-me )

    • Guilherme says:

      Certissimo

    • JJ_ says:

      O problema é continuarem a ganhar dinheiro, mesmo depois de venderem!

      A Worten, depois de vender um smartphone, não ganha dinheiro das compras que tu fazes pelo smartphone! A Apple e Google, continua a ganhar dinheiro das vendas que são feitas dentro das apps.

    • adbu says:

      O que acontece é tipo tu comprares um carro, e cada vez que precisas de meter gasolina tens que ir pagar 30% ao concessionário.
      Não faz sentido.

      • SG says:

        Aí é que está… neste caso, quem é que paga o imposto? Quando compras algo na App Store ou na Play Store, pagas o IVA correspondente ao país onde adquires a aplicação (daí a fatura que recebes por mail). E sabes quem paga esse IVA? Apple é Google, e não qualquer um dos criadores de aplicações. E o mesmo acontece com as compras dentro das próprias apps. Mas disso os programadores não falam…

        • JJ_ says:

          Sabes porque é que não falam?
          Porque para as empresas o IVA é irrelevante, esse valor não é deles.

          Se um produto é vendido por 5€ c/iva, as empresas não fazem as contas aos 5€, mas sim a 3.85€.
          E neste caso, será sobre os 3.85€ que é retirado 30% para a Apple e 70% para o programador.

          O IVA não conta par estes negócios.

          Por isso é que é normal, as empresas que vendem para outras empresas, apresentarem o preço s/IVA. Porque o IVA todas sabem que tem de pagar, mas não conta para o valor do negocio.

          • Miguel says:

            O IVA sai desses 30%…

          • JJ_ says:

            @Miguel… não sai desses 30%, garantidamente! A Apple paga o IVA, mas não é dos 30%.
            Basta pesquisar pelos foruns da Apple para chegar a conclusão.

            A venda de Apps baseia-se em dois modelos de negocio: O programador com a Apple B2B (não tem IVA) e clientes finais com a Apple (B2C).
            No B2B não é contabilizado o IVA, no B2C é contabilizado.

            Por isso, pegando no exemplo que dei:
            O programador indica a Apple que vende a app por 3.85€ (B2B). A Apple visto que vai vender no modelo B2C, tem que adicionar o IVA. O cliente final vai pagar 5€. Depois a Apple envia o IVA para o estado e dos 3.85€ retira a sua comissão.

            Verifica: https://developer.apple.com/app-store/subscriptions/#territory

      • Miguel says:

        Que despesas é que o concessionário tem com a distribuição do combustível??

    • JJ_ says:

      Imagina que vendes roupa, e crias uma app para iPhone para venderes a roupa.
      Achas justo, a Apple ganhar 30% de toda a roupa que vendes?

      PS: Isto é apenas um suposto exemplo, não significa que neste cenário seja literalmente assim.

      • SG says:

        Acho justo, seja Apple ou Google, porque automaticamente estás a ter um público que te fornecem sem fazeres qualquer investimento em publicidade. As lojas nos shoppings, para quem não saiba, têm componente fixa e variável: a fixa é a renda que pagam para lá ter a loja, a variável é comissão sobre as vendas. É preciso entender que é isso mesmo que a App Store e Play Store são: equivalentes a shoppings digitais, com a vantagem que não tens a componente fixa (não pagas mensalmente para lá estar), apenas quando vendes. E garantem-te milhões de “visitas” à loja.

        • JJ_ says:

          Estas enganado! As lojas nos centros comerciais não pagam comissão das vendas, pelo menos em Portugal. Isso não faz sentido nenhum.

          • JJ_ says:

            ERRATA: Realmente as lojas pagam uma renda mensal variável com base no volume de vendas, mas não é considerado uma comissão sobre as vendas. Ou seja, não é linear que paga x % sobre o volume de negocio. Antes, paga um valor base+um extra com limites sobre o volume de negocio.

            Mas, no caso em questão, o negocio das lojas que estão em centros comercias não esta limitado aquele espaço, podendo ter outras formas de venda, onde irá então compensar esse extra.

          • PR says:

            Em Portugal, o modelo de negócio dos Shoppings para com as lojas consiste numa componente de renda fixa, acrescido de uma margem sobre a faturação ou lucro (conforme o inquilino em questão).

        • JJ_ says:

          O ponto que tens de pensar é:
          Se quiser vender um produto, não precisa de abrir uma loja num centro comercial, existe muitas maneiras de o fazer. O centro comercial pode aumentar as suas vendas, mas não é obrigado a ir para o centro comercial para vender.

          Se quiser vender um serviço via uma app, apenas tem uma possibilidade: vender através da loja de apps. E se quiser vender extras, tenho a mesma de vender pela loja de apps. Em resumo não tenho alternativa.
          Se estivermos a falar numa grande empresa, isso acaba por ser irrelevante, mas com uma empresa pequena, torna-se complicado entrar nesse tipo de negocio.

          Num centro comercial, só se vem normalmente lojas de grandes marcas, porque fica caro para as pequenas. Mas essas pequenas podem continuar a existir em lojas de rua ou online.

          Uma nova empresa que queira vender apps mobile, não tem nenhuma alternativa… e fica cada vez mais complicado crescer, a menos que consiga grandes investidores…

          • Miguel says:

            Dizes que é fácil para uma pequena (micro) empresa lidar com uns milhares de faturas e processamento de cartões que só uma grande empresa consegue lidar com um único pagamento e respetiva única fatura mensal?

            A comparação com centros comerciais só está correta até à parte da facilidade de acesso a um grande número de clientes

          • JJ_ says:

            Sabes que hoje em dia existem programas de facturação que processam essa informação quase automaticamente?

            Porque raio é que só uma empresa grande é que pode lidar com milhares da facturas? Depois se uma empresa vende a milhares de clientes, já não pode ser considerada pequena, a menos que o valor do seu produto seja de 1 cêntimo e mesmo assim…

      • saldoso says:

        se queres tirar partido da infra-estrutura da loja com cada venda, sim faz sentido obter uma percentagem.
        O facto é que as aplicações podem receber dinheiro fora dessa infra-estrutura, mas com regras!

        • JJ_ says:

          Faz sentido porque?

          Se eu montar uma loja online com uma plataforma e-commerce, depois de pagar pela utilização dessa plataforma, não tenho de pagar nenhuma comissão pelas vendas.
          Podes dizer, que existe plataformas onde isso pode acontecer, sim é verdade… mas tenho opção de escolha e uma oferta variada.

          No caso da Apple, as opções não são muitas… ou pago a comissão ou então tenho de seguir uma serie de regras, que mesmo não serem algo mau em si, podem limitar a minha forma de fazer negocio.

        • JJ_ says:

          Alem disso, repara no monopólio da Apple neste caso:
          – Vende o equipamento
          – Vende apps e ganha 30% da venda (acho bem)
          – Ganha comissão das vendas feitas dentro das apps

          São 3 wins!

          Este modelo de negocio, até podia fazer sentido, quando começou… porque 90% das empresas que desenvolviam apps eram novas no mercado. Agora, só prejudica as empresas novas, porque as outras já tem uma estrutura grande que lhes permite lidar com o aumento da concorrência mais tranquilamente.

          Mas isto acaba por ser um problema maior… que abrange todo o mercado tecnológico. Antigamente uma empresa tecnologia conseguia começar do 0 e crescer para os “100”. Actualmente, a empresa tem logo de começar nos 80/90, se não será difícil. É o mercado a ser dominado pelas principais empresas Apple, Google e Microsoft…

          • saldoso says:

            Isso não é monopólio, é integração vertical.
            na loja ou vendes uma app, ou tens uma subscrição, ou vendes dentro da app, não tens tudo junto!
            Pela tua lógica bastava vender dentro da aplicação e a loja nunca iria ver dinheiro nenhum.
            Já agora para que fiques informado, a percentagem não se aplica a vendas de itens físicos

            o modelo de negócios continua a fazer sentido, e de forma alguma é uma desvantagem para os mais pequenos, muito pelo contrário, pois assim todos ficam em condições idênticas.
            No mundo que defendes os maiores iriam ter custos irrisórios na distribuição, ao passo que os mais pequenos ficariam à mercê de não ter volume de negócios para garantir condições favoráveis.
            Antigamente não tinhas a criação de startups de base tecnológica como tens hoje. Uma empresa pequena tinha imensa dificuldade em chegar ao público. Vê o que tens hoje e vê como a existência da loja da Apple possibilitou o desenvolvimento destas milhares de novas empresas.

          • JJ_ says:

            A loja ganha sempre, porque o programador tem de pagar um X para por a app na loja.

          • JJ_ says:

            Eu não acho mal a Apple e Google ganharem 30% da venda das apps!
            O que não concordo será ganharem esses 30% pela venda de compras digitais dentro das apps.

            A app não é da Apple/Google, o que se passa dentro dela, não devia trazer ganhos para a Apple/Google.

      • Matias says:

        Se venderes roupa, a Apple fica com 0%.

        Dado que a AppStore é só para bens digitais.

        • Pikeno says:

          Exatamente

          3.1.5(a) Goods and Services Outside of the App: If your app enables people to purchase goods or services that will be consumed outside of the app, you must use purchase methods other than in-app purchase to collect those payments, such as Apple Pay or traditional credit card entry.

        • JJ_ says:

          Eu deixei um “PS” a mencionar que neste exemplo, não era “literalmente assim”.

  5. PR says:

    O modelo de negócio nem sequer foi inventado pela Apple ou pela Google.
    Li aqui algumas comparações que não fazem sentido (gasolina, roupa, etc). Mas por outro lado se comprares um software one-time-shot, para beneficiares de upgrades, tens de ir adquirindo licenças (ou acordos). Era o modelo de negócio da Microsoft na década de 90. Hoje mudou. Compras o Office por subscrição e pagas o mesmo mas em suaves prestações, ou seja, estás constantemente a comprar licenças.
    A vantagem para os programadores é que são estes que estabelecem o preço de venda. Agora, imaginem se fosse a Apple/Google a fazer pressão para trás no sentido de baixar o preço das Apps!? Tal e qual acontece no mercado da grande distribuicao.
    Um exemplo da importância deste modelo de negócio pode ser feita com a música, para o bem e para o mal.
    Desde que existe iTunes Store, uma banda freelancer consegue editar um álbum. E na década de 90 com as grandes discográficas? Eles é que ditavam a totalidade das leis do jogo. Ainda o fazem só que um pouco menos.
    Mais um aspecto é o custo da plataforma para os utilizadores. Compram os equipamentos mas nada pagamnpelo IOS ou pelo Android. Manter o ecossistema tem um custo.

    • JJ_ says:

      Este modelo de negocio nasceu exactamente (no mundo digital) com o iTunes.

      No caso da Microsoft, ela faz isso para o seu software, assim como faz a Adobe e muitas outras.
      A diferença é que a Adobe, nunca teve de pagar 1 cêntimo a Microsoft/Apple, para fazer software para o Windows/MAC.

      Mas para iOS ou Android, já tem de pagar 30% do que vender. Claro que para uma empresa como Adobe isso não é nada. Uma empresa pequena, pode ser complicado se estiver a competir com a Adobe.

  6. Matias says:

    Quando uma pessoa vai ao supermercado e compra 1kg de queijo, qual é a parte que fica para o supermercado, e qual a parte que fica para o produtor?

    Para a vaquinha que deu o leite é que não fica nada! 🙂

  7. Pikeno says:

    Claramente ninguém aqui é afetado pelo problema.
    Em primeiro, acho que é bom todos saberem que só para ter o privilegio de desenvolver aplicações para o iOS é preciso ter uma conta de desenvolvedor que custa $100 por ano.
    Depois há os tais 30% que são aplicados a qualquer compra de uma app ou uma compra in-app. O que é ridículos uma vês que a média de margens de lojas físicas é de 2-3% e no caso de hardware o mais provável é serem tabeladas pelo fabricante e não pelo vendedor.
    O verdadeiro problemas não está nos 30% propriamente mas sim nas faltas de opções, uma vês que as transações monetárias não podem ser feitas fora da loja (está nos termos de uso) o que faz com que a Apple Store seja um monopólio, o que é ilegal, é como eu ser produtor querer vender feijão e a única opção ser o Continente. Claro que vou fazer uma mau contrato.
    O Spotify já teve problemas uma vez por causa disto.
    Isto tudo na pratica só leva a que na maioria dos casos a melhor opção seja pôr publicidade na app. É que 30% em compras na maioria entre 0.99€ e 4€ acaba por ser um bocado significativo. No fim o utilizador é que perde, não é a Apple nem são os Devs.
    Fico um bocado chateado pela maneira como este assunto é discutido, provavelmente é só por ter Apple no titulo, apesar se ser pratica geral sobretudo por impressas de videojogos.
    Abraço, e espero ter esclarecido!

    • Alfa says:

      A App Store não é um monopólio. Porque existe alternativa, chama-se Android. Quando o utilizador compra o telemóvel e o configura, concorda com os termos e condições, assim como qualquer programador que tenha conta na Apple. Querem vender na Store? Fácil, pagam uma comissão. Querem colocar gratuito? Para além dos 100$/ano, não pagam nada. Se não concordarem com as condições, podem sempre não vender lá.

      • JJ_ says:

        Se não venderem lá, vedem a onde? É monopólio quando não há alternativa.

        No caso do Android, como existe algumas alternativas, não será bem monopólio, mas não estará longe.

    • PTO says:

      Como é que a Apple Store é um monopólio se as apps que lá estão também estão na Play Store que abrange um mercado muito maior que o da Apple?
      Nem percebes o ridículo dessa tua afirmação.

  8. Miguel Silva says:

    Claramente alguns não sabem o significado de monopólio nem de concorrência. Se a apple fosse obrigada a deixar instalar outra lojas iam ver como a posição deles rapidamente mudava. A própria apple também não ia gostar de ser obrigada. O modelo de negócio funciona então há que tirar partido dele, nao quer dizer que não seja injusto para terceiros. Empresas como apple ou google só mudam se forem obrigadas a mudar e o que foi feito pelo Durov ou quem iniciou esse debate foi isso mesmo, tentar fazer com que haja mudança.

  9. João Pratas says:

    Isto só acontece porque existem consumidores e empresas que estão dispostos a pagar e os “pobres e pouco sucedidos” sentem-se no mesmo direito e querem intervenção das autoridades porque não querem pagar ou não têm capital para investir.

  10. PR says:

    O engraçado desta história é que o Durov tocou num problema que indiretamente também lhe pode ser prejudicial. O Telegram faz a força do seu produto na segurança. Exatamente o mesmo que a Apple.
    Em fim de linha, se a Apple (e outras) tiverem de abrir os respectivos ecossistemas, a segurança desses sistemaS vai sair sempre penalizada. Portanto perdem ambos.
    Outro ponto de vista, tem a ver com a regulação. Se para bem dos utilizadores, a Apple for obrigada a abrir o ecossistema, também o Telegram terá de abdicar da encriptação de modo aos Estados monitorizarem as mendagens (relembro que o Estado somos todos nós, mesmo que não concordemos com tudo). Portanto voltam ambos a perder.
    E será que os utilizadores ganham?

  11. PTO says:

    Coitado, tantas declarações infelizes e descabidas de uma só vez.
    Queria ver o que seria da empresa dele sem as App Stores da Google e da Apple.
    Se calhar acha que a Google e a Apple são instituições de caridade, que deviam fornecer os seus serviços pro-bono.

    • Vítor M. says:

      Não iam longe. Quem se lembra de como eram as apps no tempo do Windows CE, do Windows Mobile? Antes de aparecerem as lojas os developers, a maioria, trabalhavam “pro bono”. A pirataria ainda acrescentava mais problemas a quem queria rentabilizar o seu trabalho. Com as lojas, tudo é mais transparente e está exposto de forma a que todos tenham o seu direito de venda. mas quem mantém equipas e sistemas caríssimos tem de ganhar dinheiro. A Apple, a Google, a Samsung e muitos outros não são “a santa casa”. São empresas que têm como objetivo o lucro.

    • JJ_ says:

      Pomos as coisas ao contrario, o que seria do iPhone e do Android, se não fosse os programadores de apps?
      Vimos o resultado do Windows Phone… sem apps = sem clientes.

      Eu não ponho em causa a venda de apps, se as vendem tem de ganhar comissão. Agora ponho em causa as comissão dos serviços vendidos dentro das apps.

      Alem disso, no inicio do mercados dos smartphones, este modelo até podia ser rentavel para os programadores, mas com o aumento do mercado das apps, a venda de apps começa a ser menos rentável para os programadores… mas para a Apple/Google os seus ganhos foram sempre 30%, o problema é que os 70% de 1 ou 2 apps, agora é dividido por 10 ou 20…

  12. NelsonR says:

    Outro ponto de vista.
    Quanto gasta a Apple para manter a estrutura da AppStore? Quando tiverem essa resposta, podemos então falar.

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