PplWare Mobile

Questão semanal: Concordam com o uso de PCs nos Exames Nacionais?

                                    
                                

Este artigo tem mais de um ano


Autor: Marisa Pinto


  1. José Bernardes says:

    Infelizmente não concordo, não vejo qual a utilidade disso e acho que a implementação de novas tecnologias no ensino não devem passar por aí,

    Mas o Sr. Ministro é que sabe, se ele acha que isso vai trazer algo de melhor ao ensino…

    • lol says:

      Não vai? Menos papeis.. Poupas muito em papeis.. 😉

      Não faz diferença diz ele.

      • LOL says:

        Não é por poupar em papeis que vais fazer a diferença. Grande lol
        A poupança em deve ser global está correcto, mas não descabida. A questão aqui não é nem deverá ser essa. Gasta-se diariamente papel em muitas outras áreas muito mais desnecessária que esta.
        Gasta-se muito mais papel ao ter de comprar manuais escolares todos os anos, quando os mesmos poderiam passar por vários alunos. As modificações anuais não são assim tão profundas, mas como é um mercado de 200 Milhões de Euros não se pode “mexer” no monopólio.
        Se disserem que se vai aplicar uma nova, melhorada e mais adequada forma de ensino aplicada ao mercado de trabalho e que possibilitará um desenvolvimento académico superior aí sim, poderá fazer todo o sentido a utilização do computador nos testes.

        • Daniel says:

          Não é por causa de um que não se pode fazer o outro também… desculpa esfarrapada, um argumento somente para dizer “estou cá, olhem para mim”.

          E cuidado, eu concordo que o negócio dos manuais escolares deveria de ser revisto e muito bem controlado. Não há motivo algum para os manuais alterarem tanto e impedirem que passem de ano para ano entre alunos. Mais ainda, eu acho que deveria de ser o ministério da educação a decidir os manuais a nivel nacional, por meio de “colégio” (que já é feito mais ou menos dessa forma, mas por região ou escola), sendo que os manuais seriam comprados pelas escolas (no final do ano se o manual estivesse em condições devolvia-se a joía deixada aquando da matrícula), pois dessa forma garantidamente que o Estado teria todo o interesse em que os manuais não alterassem de ano para ano. Uma ressalva: o colégio/comissões que escolhessem os livros teriam de ser independentes do ministério, teriam de ser afectos a grupos pedagógicos (professores) de forma a garantir que havendo revisão pedagógica os manuais se mantenham actualizados.

  2. NT says:

    E porque não? Será mesmo que alguns sabem ligar o computador? Temos que andar para a frente e acho que o sistema de ensino cada vez está pior, não por causa do facilitismo mas porque já não vivemos na época colonial inglesa(que basicamente se tornou o modelo escolar de quase todo o mundo).
    É dado valor ao dizer que se sabe e não valor ao que se sabe/faz.
    Já não se educa as pessoa, ensina-se a fazer isto ou aquilo. Já não existe o conhecimento genérico de vários temas é tudo “especialistas”. Basicamente as escolas deviam-se chamar centros de programação. Porque entramos para a escola somos programados para fazer o ‘… quando for grande quero ser.’
    Mas como eu costumo dizer… metes a cenoura a frente do burro, que os cães ladram e a carroça avança.

    • LOL says:

      A educação vem de casa 😉
      O nosso ensino é dos melhores do mundo. Não se esqueçam, e é a prova, dos bons profissionais que temos, tanto cá como no estrangeiro.
      Não é do mais variado é verdade, está com algumas lacunas e necessita de alguma actualização, mas não é o bicho papão que toda a gente pinta.

    • Luis Carlos says:

      Doente!

  3. Luís says:

    Eu cá concordo mas no caso específico dos Nacionais sem acesso à net, para as frequencias / exames universitários se forem feitos via moodle o acesso à net é necessário … pq para casos como o meu (devido a causas alheias tenho uma letra do “Deus me livre) dá jeito…
    nas frequências da faculdade raro é o caso em q não tenho q combinar uma hora com o professor para “decifrar” o q está escrito na frequência, e às vezes nem eu percebo

    • Nuno says:

      Pois eu lamento, mas nesse caso eu não corrigiria o que não entendesse.

      Acho que é responsabilidade da pessoa fazer uma letra legível.

      • Daniel says:

        Depende… ele refere “causas alheias”, eu tive uma colega que tinha dificuldade em pegar correctamente na caneta devido a problemas congénitos (ou seja, nasceu assim, problema de má formação durante a gestação). É responsabilidade da pessoa se a pessoa for capaz de tal coisa, se não for não existe motivo para a prejudicar por isso.

        Já pensaste o que podem ser as “causas alheias” que o Luís refere? Pois… para mim é problema maior quem responde sem parar dois segundos para pensar do que quem possa ter uma má caligrafia.

      • Daniel says:

        E paraste para pensar o que possam ser as “causas alheias” que o Luís refere?

        Para mim é um problema maior quem responde sem pensar do que quem possa ter má caligrafia…

      • Luís says:

        Precisamente para evitar isso é q quem quisesse usar o pc “devia”, mas sem qualquer comunicação com o exterior caso o teste não fosse em moodle…
        Porque até quem tem a chamada “letra de médico” (mesmo que não seja porque queremos, mas devido a problemas d saúde q foram devidamente comprovados) tem direito a lá andar

      • Luís says:

        Acho que não devemos ir por aí…
        Será a caligrafia um factor discriminatório? “ah e tal… como n tens uma letra bonitinha n podes entrar na faculdade pq não te vão perceber os testes”…
        e é diferente fazer-se uma caligrafia “ranhosa” porque se quer ou porque se é “obrigado” (seja por problemas de saúde ou de qq outra ordem)

  4. Jocksport says:

    Acho que seria bem melhor começar por a implementar o seu uso nas eleições do que nos exames.

    Mas é o caminho a seguir

  5. David Ramos says:

    Concordo. Hoje em dia não faz sentido saber tudo de cor. O importante é saber ir buscar a informação correcta. A calculadora também não devia ser proibida na maioria dos exames. Inteligência não é saber as coisas de cor, basta fazer um teste de QI

    • Daniel says:

      E desde quando é que os testes são feitos para decorar ? Nos exames de matemática podes ter os números todos mal mas se o procedimento estiver correcto a pergunta é cotada a quase 100%.

      Estes são os novos “Engenheiros”… que vão ao wikipédia copiar e pastar nos trabalhos e relatórios. Tristeza.

      • Daniel says:

        Acredita que muita coisa nos exames nacionais tens de saber de cor, e dou-te o meu exemplo: apanhei a primeira reforma no secundário (quando mudaram de 3 cadeiras no 12º para o curriculum completo), e quando cheguei ao exame decidi estudar pelo curriculum antigo, para fisica e matemática.

        E porquê? Porque tanto em física como em matemática tinham “cortado” imensas coisas, passaram a dar fórmulas, constantes e afins para decorar-mos em vez de explicarem, algo que, se desculpavam, era dado na faculdade… ora, era dado na faculdade em detalhe, mas era parte do curriculum pre-reforma no secundário! Então decidi estudar pelo antigo, ficando a saber de onde vinham as fórmulas, sabendo de onde eram as constantes e porque ali estavam (em vez de simplesmente “estarem”).

        Quanto aos novos “engenheiros” como queres fazer passar, não és diferente deles… não havia wikipedia quando entrei na faculdade mas naquele tempo (e há anos… desde que há história talvez) estavam disponiveis os trabalhos dos labs, das práticas, etc. Mesmo no meu grupo num dos labs iamos fazendo os relatórios à vez (tinhamos de entregar individualmente) e era prática. Vão 20 anos para mim, mas mais de 40 para o meu pai e já no tempo dele assim era também… agora em vez de ir à reprografia ou pedir os trabalhos e exames dos veteranos há foruns e afins, nada mudou, só a forma como se os obtem.

      • David Ramos says:

        E qual é o problema de ir ao Wikipédia para trabalhos e relatórios? O importante é fazerem um bom trabalho no mercado de trabalho.

    • BSousa says:

      David, os testes de QI não “medem” a tua inteligência, esses teste analisam vários parâmetros e nem todos estão ligados à “inteligência” que é o caso da memória. Ter boa memória não significa ser mais inteligente do que…
      Aqui está o problema do uso da wikipedia, não se tentam perceber os conceitos, utiliza-se o que lá está e tá bom.

      • Marisa Pinto says:

        Depende dos testes, a WPPSI (pré-escolar), WISC (6-16 anos) e WAIS (adultos) avaliam também parte da memória. A Inteligência é, como dizes, mais que um teste, mas neste caso, os testes usados avaliam as capacidades cognitivas, ou seja, se o sujeito tem capacidades em determinados dominios, claro está que a inteligencia emocional irá depois ditar a forma como utiliza essas capacidades…

        Concordo com a parte da Wiki, até porque são muitas a crianças que não sabem fazer resumos, pois não sabem determinar o essencial do ‘acessório’, exactamente porque não entendem a matéria, somente decoram…

  6. Johnny says:

    Pessoalmente não concordo …. quer dizer, qq dia não se “puxa” pelos alunos. Afinal, nao se quer pessoas capazes para enfrentar o mercado de trabalho? Tem de se puxar pelos alunos. No meu tempo, e nao sou assim tao velho, tinha só uma calculadora simples. E chegava. Pq raio querem portateis nos exames? Simplesmente não percebo …. devem ser ideias importadas lá da coreia do norte.

  7. Sergio J says:

    Isto é como quando tínhamos um exame de consulta ou podíamos levar sem restrição as calculadoras científicas para os testes. As caso eram para meninos. Todos usavam os HP 48 G e derivados. Todos sabíamos que podíamos levar o que quiséssemos, mas também todos sabíamos que na esmagadora maioria os testes eram bem maiis difíceis. Claro que havia sempre os professores anjinhos. Mas esses eram a excepção, não a regra.

    O importante é saberem usar as ferramentas e para isso precisam perceber. As contas de macaquinho são nos primeiros anos de escola. Talvez até 7 ou 8 ano.

    O importante é não ter acesso a net.

    • Daniel says:

      Nem por isso, eu sou completamente contra o uso de calculadoras no secundário… facilita, é verdade, mas há imensa prática que se perde ao “aprender” com a calculadora. Eu ainda hoje consigo fazer as contas todas a lápis sem uso da calculadora. E vai-se perguntar, para que me serve isso? Bem, serve para quando não tenho uma perto e preciso de calcular algo. O meu irmão mais novo (diferença de 12 anos) já apanhou a geração a seguir e eu apanho-os no trabalho e é uma lástima, nem sequer sabem-me fazer as fórmulas de algo de cabeça porque nunca tiveram prática nelas como eu tive. A desculpa deles é que já sairam da faculdade há muito, ao que eu lhes respondo que eu saí da faculdade pelo menos 10 anos antes deles e mesmo não as sabendo de cor sou capaz de raciocinar e as deduzir…

      • João Carvalho says:

        Concordo contigo Daniel, este facilitismo em nada favorece a aprendizagem… os exames devem ser feitos com papel e caneta e mais nada… quem sabe, sabe!!! Quem não sabe volta para o ano!!

  8. pedro says:

    já que o facilitismo é tanto, porque não mandam os exames para casa dos alunos e, eles fazem-nos calmamente e enviam as repostas por email para os professores!!! do tipo como o Relvas fez a licenciatura na Universidade Lusófona!!! Realmente ao ponto a que isto chegou ….

  9. TiJoaquim says:

    Não concordo.
    Então passam nas notícias a toda a hora e fazem até documentários e entrevistas com psicólogos oftalmologistas dos olhos que as hoje em dia se passa muito tempo à frente do PC e agora algum génio vem com uma ideia contraditória destas? Claro que isto é a menor das preocupações… Até porque isto é só uma vez na vida, mas quem vai uma vez vai duas. Eu mesmo não gosto de passar um ano sem fazer um exame nacional de rotina. A minha Maria já parou de descontar para estes chulos à custa disso.

  10. jaime says:

    Concordo por muitos factores …
    Discordo por outros tantos ahha

  11. Danny says:

    Mas com mais uma hora extra para dar tempo para escrever… e com teclados silenciosos… 😀

  12. Luis Carlos says:

    Não me faz diferença nenhuma porque se estas últimas gerações hi tech já são uns atrasados mentais, com pcs nos exames mais atrasados ficam. Caminha-se para futuras gerações de incompetentes e dependentes da tecnologia. Conheço alguns casos destes ao vivo e posso dizer que as valetas esperam por eles.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title="" rel=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*

Aviso: Todo e qualquer texto publicado na internet através deste sistema não reflete, necessariamente, a opinião deste site ou do(s) seu(s) autor(es). Os comentários publicados através deste sistema são de exclusiva e integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. A administração deste site reserva-se, desde já, no direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação do seu autor (nome completo e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.