Em Portugal há falta de 5 000 engenheiros informáticos


Destaques PPLWARE

149 Respostas

  1. neapo says:

    virou moda dizerem isto todos os anos? que dizem as pme sobre o assunto? Parece-me que quem define o que o mercado precisa são as pme e n um sr que defende a sua quinta

    • Joel says:

      Precisa-se sempre de mais pessoal para ganhar 600€

      • ze says:

        E se fosse por uma sandes dia? aí eram precisos 100.000 eng

      • Mauro Henriques says:

        Concordo plenamente contigo Joel.

        Várias entrevistas que fui como programador e no total já com os descontos dava-me uma miséria, 635€ por mês.

        • CoeficeinteBessel says:

          Era como programador ou como licenciado em engenharia numa escola privada onde se obtem o diploma em regime de turista, que é como quem diz “vá passando por cá e pagando a mensalidade que a gente depois dá-lhe um diploma”. Uma outra coisa é ser engenheiro, depois de estudar a sério e com exigencia numa universidade reputada durante pelo menos 5/6 anos e após experiencia profissional de mais de 10 anos??

      • Pitosga says:

        600€ é muito já.

      • Goncalo says:

        Essa é a razão de sairmos do nosso País para ganhar 4 ou 5 vezes mais. E acredito que muitos como eu não voltarão para Portugal (infelizmente), pois fora do nosso querido Portugal, tudo é diferente, faz falta a Super Bock, o café Delta, o bacalhau, o bom vinho, o bom presunto, mas cá também se arranja, mais caro, mas com aquilo que se ganha, dá para tudo isso e muito mais, somos mais bem tratados e reconhecidos que nas empresas Portuguesas, temos mais capacidade de expansão de conhecimento, de interagir directamente com as maiores empresas e profissionais do ramo, temos mais e melhor formação que até existe em maior ambundância, há mais partilha de informação em meetups organizadas mensalmente ou qunzenalmente, há imensas todas as semanas, sobre as mais variadas areas Tecnológicas e não só. Posso dizer que aqui sinto-me como um peixe na água, estou confortável, profissionalmente, e a minha vida particular tende a melhor a cada passo que dou.
        Trabalhar de borla? Não obrigado, prefiro trabalhar num call center ou numa linha de producao de uma fabrica aqui a ter de voltar para o nosso percário mercado de trabalaho, onde somos remunerados com pequenas somas vergonhosas.
        A todos os profisiionais de Tecnologia dou o meu conselho, façam formaçoes creditadas mundialmente, nao se deixem estagnar, e deem o salto, so custa o choque inicial, sair da zona de conforto, mas depois tudo passa e compensa bem. Foi assim comigo e com um colega meu. Procurem trabalho a partir de Portugal, as empresas entrevistam por skype ou telefone, e no caso de conseguirem o emprego maior parte das empresas pagam as deslocacoes e dao um pacote de realojamento, normalmente é suficiente para o primeiro mes de renda. Mas muito importante é a qualidade do vosso Inglês, tentem melhora-lo ao maximo, pois eles dao imensa importancia a capacidade de comunicacao.
        E ja se fala na imprensa da especialidade que os programadores vao estar em falta e em grande escala. Mas se nao tiverem uma formaçao Oracle ou Microsoft, ou algo reocnhecido por uma grande entidade, aí será muito mais dificil, cursos de Escolas Profissionais, cursos Online, e outras formaçoes assim, não valem nada e muito dificilmente serão tomadas em consideração, até costumam fazer o efeito contrario, repelem os possiveis interessados.

        • Herlander says:

          amigo concordo contigo 100%!
          trabalho no ramo das telecomunicações em portugal e com estas “grandes” mudanças nas empresas portuguesas, a crise a crise ai ai ai, onde muitos encheram os bolsos e agora a classe mais baixa é quem paga! o nível de exigência que pedem de nos e chegar ao fim do mês para ganhar 535€ mais um subsidio de alimentação onde foi impingido pela empresa num cartão de refeição (onde tiveram TODOS de aceitar)!
          era um dos melhores técnicos do departamento, agora? motivação = 0! prospecção futura? sair do pais onde anual pode ir em media 25 a 35 mil libras por ano, é só fazer contas!
          infelizmente vejo-me obrigado a sair deste buraco sem fundo, onde isto chegou! Portugal tem tudo para dar certo! apoio esta decisão, tenho 25 anos e é revoltante…

        • Weverton Machado says:

          Goncalo, bom dia!
          Gostaria muito de conversar com você a respeito de seu comentário.
          Eu moro no Brasil, sou formado em Análise de Sistemas, estou pensando
          seriamente em ir embora do Brasil.
          Um país que gostaria muito de ir seria Portugal, mas pelo seu comentário fiquei um pouco preocupado agora.

          Se puder, vamos conversar um pouco sobre
          meu skype: wevertonmachado3
          Iporá – GO

          Abraços

    • Luis M. says:

      Não se trata de uma moda, é um negócio. Sabendo as universidades que existem milhares de licenciados de diversas áreas no desemprego nada melhor que vender-lhes uma nova licenciatura ou mestrado em informática com o pressuposto de emprego garantido, é disso que se trata. Vender cursos!

      • KURT says:

        Independentemente do objectivo e porque aqui tu estás a entrar numa suposição, o que é facto é que existem percentagens de empregabilidade a rondar os 100% nesta área.

        • Blackbit says:

          a 600€/mês acredito que sim mas isso é sobreviver nao viver 🙁

        • UPmen says:

          E é com essa mentalidade que este continua a ser um país pobre 😐

          • KURT says:

            Claro que sim, porque a mentalidade que vai tirar o país da miséria é inundar licenciaturas que no final empregam 1 dos 50 licenciados por ano, é também essa a mentalidade que depois leva empresas a rejeitar candidaturas porque não quer empregar alguém com qualificações a mais.
            Há muita gente aqui de antes de falar devia procurar conhecer a realidade do país onde vive e eventualmente aventurar-se no mercado de trabalhado para perceber que existem muitas licenciaturas que ao contrario da Engenharia Informática são prejudiciais no currículo.

      • Pedro Silva says:

        Ora ai está o engodo a ser mais uma vez lançado, e nisto Portugal não está sozinho, veja-se o logro dos vistos de estudante para a Austrália, onde o negócio do ensino tem crescido exponencialmente, e o mais triste e no fim e se passares dos 39 anos levas uns patins.
        Um bom programador se tiver grandes ideias pode ganhar muito mais a partir de casa, inicialmente ganha reputação e em seguida recebe convites…

  2. Augusto says:

    Que saudades de Portugal, com 2.000 liquidos mensais até voltava para Portugal.

  3. g0tH1c.X says:

    E voltamos ao mesmo…querem Eng a ganhar o ordenado mínimo, quando “lá fora” recebem algo mais justo.
    O problema não é a falta de recursos, mas sim o que estão dispostos a pagar pelos mesmos…
    Tenho muitos colegas que sairam de PT, onde ganhavam 20mil/ano, para irem ganhar 70/80mil/ano em UK, Irlanda e mesmo Japão.

    • Mark says:

      As empresas continuam a olhar para o lado, na empresa em que eu estava a trabalhar metade da equipa de emigrou e eles continuam sem compreender o porque. Mas hoje afirmo, vim pelo €€ mas já cá não estou pelo €€

      • Claudio Domingos says:

        Igualmente no meu caso, emigrei por causa dos €€, neste caso por $$ mas já não estou cá pelos $$ mas sim por gosto e por estimulo do que faço…

        • Goncalo says:

          Tal como eu, sinto-me mais respeitado, reconhecido, mais importante na hierarquia da empresa. Sou que sou util e que todos sabem dessa minha importancia na equipa e isso é valido para todos. Em Portugal sentia-me como carna para canhao, alvo a abater, centro de atencao de invejosos, escravizado, enjaulado num mundo que cada vez mais se fechava por falta de disposição, dinheiro e alegria de viver. Tudo mudou, agora sinto-me ate mais novo, mas para isso tive que fazer sacrificios como deixar os amigos e familia para tras, o meu povo, os meus lugares importantes, e o mais importante: a Super Bock… sniff… sniff…

  4. Mark says:

    Outra a mesma conversa?
    O problema está no mercado de trabalho, não na formação. O mercado de trabalho que se adapte que as pessoas vão aparecendo, também “há falta” de pessoal para trabalhar nesta área no resto da Europa e as empresas lá vão conseguindo contratar pessoal.

    • Gustavo Santos says:

      Concordo. Também estou fora e não vim pelo dinheiro, e não continuo cá pelo dinheiro, mas pela a cultura de trabalho, flexibilidade de horários, horas extras são opcionais e bem pagas (sem receio de represálias por dizer não), benefícios sociais, relação trabalho/tempo livre, incentivos ao desenvolvimento pessoal/laboral, entre outras coisas que provavelmente me vou esquecer de enumerar.

      • Marcos Silva says:

        @gustavo santos onde pa? isso onde é? isso parece tipo celestial!!!
        Cumprimentos

        • Gustavo Santos says:

          Qualquer país nórdico te oferece estas condições, especialmente na zona da Escandinávia. Não quer dizer que por teres tudo isso, seja para qualquer um.

          Já conheci alguns portugueses por cá que passado menos de um ano voltaram para Portugal porque não se adaptaram. Como disse, não pode ser só pelo dinheiro. 🙂

        • Mark says:

          Estou no Reino Unido e dependendo é como ele diz.
          Trabalho das 9 as 17h (sexta sai-se 1 hora mais cedo), não há cá: podes ficar cá umas horas? Tens o puto doente, não faz mal ficas a trabalhar em casa. Precisas de tratar de alguma coisa? chegas mais tarde e logo compensas outro dia.
          5 semanas de férias, 2 dias por ano para ir a conferencias/workshops.
          Plafound anual para formação.
          Pensão privada (300£ por mes no PPR não é mau).

          Basicamente é isto

      • Goncalo says:

        +1.
        Estou na Irlanda, e quando vim para ca ate me assustei tudo parecia em muito maior escala a todos os niveis, tudo parecia muito mais sério, mas a realidade é que tudo não passa daquilo que é o mais correcto e profissional, não precisamos de policiamento e julgamentos e ameaças para sermos produtivos, pelo contrario, trabalha-se muito melhor quando se está feliz.
        Sinceramente, por vezes olho de longe o que tenho á volta, e parece-me que voltei paraa escola, onde não tinhamos muitas preocupações, onde todos riam e eram felizes, o meu local de trabalho asseme-lha-se a esses tempos, mas com a VANTAGEM de termos de trabalhar, e sabem que mais? É mesmo uma vantagem, pois sabe bem, dá prazer, faz-nos querer fazer mais e melhor, desperta a vontade de prender mais, investir mais em nós.
        Querem atrair profissionais de volta para Portugal? Têem muito trabalho a fazer, não é só os ordenados que terao de pelo menos duplicar, mas também por todo o resto que se faz no mundo fora e ainda mal se ve em Portugal e quando existe é algo que nasce timido, timido fica e por vexes morre no anonimato.

  5. rand says:

    Se são precisos assim tantos se calhar deviam começar a propor melhores condições nos contratos e não nos deixarem “escapar” para o Reino Unido, França, Alemanha, etc…

    • Blackbit says:

      +1

      Essa conversa de que faltam Informáticos é já recorrente.
      Adaptem as condições de trabalho e os interessados hão-de aparecer.

    • Goncalo says:

      Teem muito que fazer para chegar aos níveis da maioria dos outros países concorrentes.
      Portugal neste momento está a servir como fornecedor de informáticos para o mercado Mundial. E somos dos melhores programadores existentes no mercado, organizados, responsaveis, sinceros, etc. E somos reconhecidos como tal. 🙂

  6. Hugo says:

    Hahahaha adoro ler estas noticias. Paguem algo próximo do que nós ganhamos cá fora que deixavam de ter falta de gente. Conheço mais colegas de curso a trabalharem pela Europa e Estados Unidos fora do que em Portugal. O resto do mundo luta pelo privilégio de nos atirar dinheiro e boas condições, claro que uma enorme parte do pessoal não fica aí.

    Sob o risco de parecer arrogante: eu até diria que tenho pena das empresas portuguesas mas a verdade é que acho hilariante.

    • Mark says:

      Nem era necessário pagar algo próximo, bastava ser metade e a maioria nem pensava em sair do país

      • Hugo says:

        Sim, mas metade do que ganhamos continua a ser vastamente mais do que a maioria da população alguma vez vai ganhar. A questão é que agora não é tanto o dinheiro que me prende cá, são todas as condições de trabalho e benefícios sociais.

  7. Claudio Domingos says:

    Excelente noticia e excelente trabalho da equipa PPLWARE, mas grande treta deste senhor, puramente para fama e demonstrar-se… Sou Eng. Informático e fui obrigado a emigrar para poder ser renumerado acima dos 600 euros, pois no meu país não é por falta de Eng. Informáticos ou formações, existem e muitos… Falta é renumerarem os próprios, saber recompensa-los devidamente pelo respetivo trabalho e deixarem de pensar que informática é um conjunto de teclas em que todos conseguem mexer…

  8. Tiago says:

    Porque será que faltam? Eu ainda não acabei o meu curso e já sei que vou emigrar. Os formados em Engenharia Informática já sabem o que lhes espera, boa vida aqui não é de certeza, o que é injusto tendo em conta o trabalho e estudo que é preciso ter para ser formado em Engenharia Informática (ou engenharias no geral).

  9. APereira says:

    “If you pay peanuts you get monkeys. “

  10. Redin says:

    Eu bem que os procuro, mas não os consigo encontrar…

    • Mr.T says:

      Se calhar é sinal de que as condições que propõe não são as mais atrativas… Dito isto, também não é fácil ser empreendedor em Portugal, já que apoios a sério por parte do poder Governativo são praticamente inexistentes, e quando existem, a burocracia trata de complicar o que muitas vezes seria simples…

    • tiago says:

      Desafio-o a partilhar quais as condições que oferece. A sério, em vez de lançar uma afirmação vazia como essa, desenvolva:

      – Qual o ordenado base?
      – Seguro de saúde?
      – Horário (se for das 9h – 18h e eu sair às 18h05, não me vão mandar bocas?

      Poderia perguntar muito mais, mas fico satisfeito se me responder só a essas. Ganho 500 eur por dia – se me oferecer entre 1/3 e 1/4 desse valor, aceito de bom grado.

      • Redin says:

        Para quem ainda nem acabou de tirar o curso, está muito petulante e arrogante.
        Outro Calimero?

        • Bruno says:

          O problema, não é a falta, mas sim pessoas como tu a mandar!

        • Janus says:

          Mas não respondestes, será falta de coragem por se incluir no gurpo de empresas que exploram os empregados com míseros ordenados e condições degradantes?

          Ou pelo contrário é um empreendedor e inovador, que respeita os seus trabalhadores como seres humanos que são?

          Mostre que tipo de condições oferece aos seus funcionários!

          • Redin says:

            Eu respondo mas não pretendo baixar-me ao vosso nível. Não sou nem nunca fui empresa enquanto comentador que expressou uma simples opinião sobre a dificuldade em conseguir uma equipa que viesse num futuro próximo a criar uma empresa.
            Logo a seguir as que são empresas não vêm publicamente para aqui exporem qualquer tipo de condições quando existem canais próprios para isso. E se realmente vocês se manifestariam interessados em saber quais, só teriam era de pedir contacto na vez de estarem dar palpites com ataques gratuitos sem conhecerem o visado.
            Parece fazer falta as escolas poderem começar a fazer um curso de ética e relacionamento social, porque pelo que eu tenho assistido até esta altura foram atitudes de Calimero e radicalização nos comentários proferidos.
            Fui claro ou pretendem desenvolver mais o assunto?

        • Toze says:

          Redin, tu andas à procura dos baratinhos e não venhas dizer o contrário. Qualquer empresa que pague dignamente um trabalhador, esse mesmo trabalhador vai falar bem da empresa. Em pouco tempo vais ter pessoas a mais a querer trabalhar nessa empresa. Já vi isso acontecer, mesmo em empresas novas. No meu caso e com 4 anos experiência nessa altura(developer c++), fui a mais de 20 entrevistas(todas fora de lisboa) e todas chegavam à fase de contratar e queriam pagar menos de 900 euros. Uma delas queria pagar 800 euros e ainda tinha de viajar todos os meses para o estrangeiros e só pagavam as despesas. A solução passou por procurar trabalho no estrangeiro, trabalho remotamente e melhor do que isto não pode haver.

    • Nelson R. says:

      Isso é conversa fiada.
      Exponha aqui as condições que oferece e depois logo verá o resultado.

      • Rui says:

        “Remuneração de acordo com a experiência demonstrada”

        Nada como em países evoluídos em que o as condições são incluídas na oferta de emprego

  11. Zaark says:

    Problemas: 1) propõem aos engenheiros informáticos receber menos que muitos jovens que desistiram da escola porque não gostavam de estudar, 2) continuam a tratar os IT como nerds alienígenas, e 3), temos de ser sinceros, há aí muito licenciado que não percebe puto do que está a fazer, pelo que essa gente licenciada (não os considero IT People) anda a fazer baixar os padrões de qualidade da informática (sistemas digitais dos serviços públicos, anyone?), e paga também por isso quem realmente sabe e merece tratamento condigno.

    • Mark says:

      Isso de andar pessoal que não sabe o que faz (que é verdade) nem é culpa deles, se as empresas olhassem para as competências e não somente para o €€ isso não acontecia.
      O problema é que muita empresa prefere contratar pessoal mais fraquinho e pagar pouco que contratar um bom profissional e pagar o devido. Basta ver as ofertas de emprego, a maioria das empresas anda atrás de pessoal novo, alguém com muita experiência tem mais dificuldade de encontrar uma boa posição.

      • Redin says:

        Á uma alternativa a esse pessoal com bastante experiência. Arrisquem a criar o próprio local de trabalho.

        • Redin says:

          Há uma alternativa…LOL

        • Mark says:

          Há quem faca isso mas nem todos possuem perfil para isso. Muito pessoal nesta área é demasiado técnico e não gosta de trabalho fora da área técnica, no máximo gestores de departamento ou Gestor de Projecto.

          No meu caso trabalho nesta área desde 2001, já sou muito velho e tenho demasiada experiência para a maioria das empresas, ou então tinha que ser nivelado por baixo e já não consigo engolir certas coisas.

          Na empresa onde estou contratamos um developer com 50 anos, quantas empresas em Portugal arriscavam fazer isso?

          • thylux says:

            Uma que tenha tecnologia muito antiga 😛

          • Mark says:

            A tecnologia não é assim tão antiga, que esta versão do software começou a ser desenvolvida +- 4/5 anos.

            E como tentamos manter a coisa actual, ainda temos algumas partes em js, mas está a ser tudo convertido para Typescript

        • Nelson R. says:

          Isso é uma resposta parva. Todos os engenheiros informáticos que estão no desemprego, criam a sua empresa e depois vão para o mercado oferecer soluções. Sabe o que vai acontecer a seguir, correcto???

  12. int3 says:

    O que acho mais engraçado é que maior parte das ofertas de emprego requerem prai 10 linguagens de programação, certificação toda cisco e microsoft, 10 anos de experiencia (posto é para júnior.lol), web designer, tem que saber tirar cafés também.


    Quem é o gajo que vai conseguir saber aquilo tudo?
    Depois claro. Na entrevista ou um sabe mais aquilo e o outro sabe mais a outra coisa. nunca é tudo. Ninguém consegue ser mesmo muito bom em tudo.
    O melhor é sempre quando pedem juniores e no perfil tem que ter X anos de experiência. Mete-me um verdete….. Não são capazes de confiar numa pessoa que quer iniciar numa carreira de vamos lá ver: Networking administrator. Requerem sempre a porcaria de 3 ou 5 anos ou mais! A mentalidade retrógrada os empreendedorismo cá em Portugal faz com que toda a gente vá para fora.

  13. Janus says:

    Correção, precisamos de menos empresas proxenetas, geridas por incompetentes.

    É pena não faltarem mas é 50000, gostava de um dia inverter os papéis e ver os patrões a humilharem-se para arranjar um empregado.

    Agora andarem a dar ordenados mínimos ou perto disso, deviam ter vergonha na cara.

  14. Tico says:

    Quanto mais existirem menos recebem (lei da procura e da oferta), se agora recebem perto do ordenado mínimo 530 euros, se formarem mais 5000 engenheiros informáticos, estes para trabalhar vão ter de pagar ao patrão. Se realmente precisam de 5000 pessoas formadas agora, quem garante que daqui a cinco anos (quando acabarem os cursos) continuam a precisar?

  15. MAFF says:

    E não esquecer a parte em que quem acaba os cursos de depara com um mercado que regra geral quer 2+ anos de experiência nos cargos requeridos

  16. F.D. says:

    Falta? nao me admira. Com os salarios miseraveis que grande parte recebe. Andam a estudar uma vida inteira para passar mais uns tantos anos a receber quase nada. Vergonhoso o estado das TI no nosso país.

  17. Sérgio E. says:

    E para que precisamos de engenheiros informáticos ? Muitos dos melhores informáticos com que já trabalhei ainda são da “velha guarda” e aprenderam às suas custas… Mas como cá se valoriza mais um canudo do que a experiência e os resultados, todos os anos andam com este choradinho. Muito saem das faculdades e nem sabem quantos bits tem um byte…

    • Catarino says:

      Não podia estar mais de acordo.
      +5000

      • nuno says:

        Os melhores informáticos que já conheci até hoje nenhum teve formação superior em informatica, pior, os que a tiveram são uns arrogantes que trabalham em tachos orientados por cunhas, infelizmente tive de ver esses meus amigos que realmente manjavao do assunto a enverdarem por carreiras do mais estapafurdias, um deles hoje em dia é mecanico auto….

    • nt says:

      Subscrevo…
      E o mais engraçado é que já estive para montar/gerir um parque informático de “uma repartição publico/privada” mas como não tinha canudo (nem tacho) não entrei… O mais curioso é que depois de já estar a trabalhar numa empresa de assistência eu é que fui desmontar, montar e configurar aquilo tudo… Porque o Sr. Dr. Eng. tinha feito uma rede para cada computador / servidor… queres partilhar? mete num pen (entre muitas outras barbaridades como por exemplo uma multifunções com capacidade de rede e que para imprimir tinhas que meter o trabalho na pen e ir ao computador onde ela estava ligada por usb?!)…
      Bem o mais engraçado foi apresentar a fatura ao outro Sr. Dr. Eng. que tratava dos tachos… herrr contratações.

      • Pedro Silva says:

        Em Portugal infelizmente só ficam as mulheres e os….. , a política dos tachos é transversal a toda a sociedade portuguesa, desde o público ao privado. Eu quero voltar à Tuga, e ficar mais perto da minha filha, mas o pais está cada vez pior.

  18. ZeMa says:

    Para ser programador é preciso ser Engenheiro??????????
    99% dos empregos TI são para programadores, de preferência a recibo verde para pagar menos que o SMN.
    Mais uma estatística encomendada!

    • Pedro Pinto says:

      Nada disso, foi uma afirmação!

      • ZeMa says:

        Eu explico:
        Se o mercado de trabalho TI (para quem o conhece) pede essencialmente programadores, porque se diz que faltam 5000 Engenheiros Informáticos? Só se for para colocar engenheiros a programar, na mesma lógica de outros requisitos de licenciados.
        É por esta e por outras que os cursos superiores valem tão pouco. Isto serve é para publicidade e preencher as vagas disponíveis em algumas universidades.
        E agora já foi afirmação?

        • Dedo Maroto says:

          Se esse homem é o reitor da UL e se a UL foi fundida com a UTL então podemos tirar cursos de eng . inf em FC IST e IST taguspark… Acho que este senhor não precisa de publicidade para nada.
          Só para clarificar, não podia estar mais de acordo com quem diz que o problema está nos salarios oferecidos e/ou experiencia pedida.

        • Pedro Silva says:

          “feed the system”
          Dou-vos o meu exemplo :
          Tirei Bacharelato à uns anos valentes, de um curso que não me deu nada, resultado tive que tirar um curso de 1 ano, profissional noutra área , 10 anos mais tarde, em que eu já tinha 7 de experiência no meu novo ramo, estes energúmenos do mesmíssimo instituto superior onde fiquei parado no tempo, enviam-me um convite para eu voltar à estudar mais 2 anos a fim de ficar engenheiro, como é obvio, nem respondi. Infelizmente excolegas meus foram para lá pois ainda tinham trabalho precário, isto tudo porque estes cursos de caca leccionados por acéfalos, viram-se sem o minimo de vagas para justificarem a sua avultada despesa ao erário público.

    • Tony says:

      um Engenheiro Informático é diferente de um programador, mas mal de um engenheiro informático que não saiba programar, mas tem de saber muito mais em termos de gestão de um projecto de software entre outras coisas.

  19. Pingu says:

    Já agora, para os mais experientes e que estão fora, como está o mercado em termos de trabalho remoto?

    Gostava de encontrar qualquer coisa a trabalhar para uma empresa estrangeira mas a partir de casa.

    • Mark says:

      Conheço alguns que fazem isso mas é muito difícil conseguir.
      O que acontece por vezes é pessoal que trabalha 1 ou 2 anos num empresa e depois consegue trabalhar remotamente.

    • Gustavo Santos says:

      Tenho um colega a fazer isso, mas é mais ou menos como o Mark disse. Ele trabalhou connosco por quase 5 anos e quando a mulher se fartou disto ele propôs à empresa trabalhar remotamente. Como não estamos representados no país de origem desse colega, ele quando voltou criou a sua própria empresa e nós contratamos os seus serviços através da empresa que ele criou.

  20. Mr.T says:

    Atenção que muitas das vezes a culpa maior nem é de quem contrata, mas sim de quem procura que não são minimamente ambiciosos. Quando lhes perguntam sobre expectativas salariais, muitas vezes quem responde manda o valor por baixo, não percebo se com medo de não serem aceites ou se simplesmente não acham que valham mais do que aquilo que pedem… Obviamente que a maioria das empresas (se não forem todas), se consegue arranjar alguém que pede 800€ e fica contente, para que dar 1000? Assim ficam com uma almofada de negociação confortável para o futuro… (ou então se pensassem a mais longo prazo se calhar este tipo de decisão não é assim tão boa para a própria empresa).

    • David Guerreiro says:

      Não é bem assim. Numa entrevista uma vez disse um valor de expectativa salarial, olharam para mim com uma cara estranha, e nunca mais disseram nada. É que se fosse para receber menos do que aquele valor, mais valia ir trabalhar para um supermercado perto de casa, que com o dinheiro que poupava em transportes e alimentação, ficava com mais dinheiro no final do mês.

      • Mr.T says:

        David, há que saber balizar os valores que se pedem com a posição a que nos candidatamos. Quero com isto dizer, que é uma utopia ter como expetativa salarial por ex. 2000€ quando apenas se tem por ex. 2 anos de experiência. Mas não me parece que fosse o caso pelo exemplo que deste (trabalhar num supermercado, +- 600€, mais transportes , +- 100€, mais alimentação, +-150€ ), deves ter pedido à volta 900€, acertei? Se fores Júnior (e diga-se com menos de 1 ano de experiência), são valores que considero normais (até mesmo 1000€) para o mercado atual em Portugal (atençao que apesar de considerar os valores normais, não os considero justos, tendo em conta o que a profissão exige). Se foi este o teu caso e ainda assim te fizeram má cara só por causa do valor que pediste, então sou eu que te digo: “Essa empresa não é para ti!”. Agora, sempre que “pedes” um valor, obviamente que o deves justificar (principalmente quando forem valores mais altos) numa tentativa de demonstrar o porquê de achares que vales esse valor. Deves ser convicto e seguro no que dizes, sem ser arrogante. Acho ser tão mau aquele que pede um valor estratosférico só porque sim, como aquele que pede um valor demasiado baixo só para ter a certeza que o aceitam, não se valorizando.
        Quanto ao não te dizerem nada, pode ser por varias razoes… Por ex.: Não terem gostado do teu perfil; O conhecimento ou experiência demonstrada não se adequar ao pretendido naquele momento; O valor não se adequar ao que de momento aquela empresa pode gastar para aquela posição; O projecto entretanto ser cancelado, etc etc… E há ainda o problema das entrevistas para “encher chouriços” em que apenas servem para te colocar nas BD’s e fazerem cumprir métricas de desempenho por parte dos comerciais (isto normalmente acontece mais nas ditas Consultoras)… Espero ter ajudado.

  21. Catarino says:

    Se todos fizerem como eu que acabei por ter que abandonar a área, vão faltar cada vez mais.

    1- ordenados de rir, mais valia ser “homem” a dias que ganhava mais (não que tenha algum problema com este tipo de trabalho mas penso que não seja preciso grande formação)

    2- já não empregam pessoal com mais de 10 anos de experiência, preferem os estagiários e recém formados, porque lhes podem pedir para trabalhar de borla ou quase de borla.

    • Mark says:

      Eu cá quando andava a procurar trabalho a resposta era quase sempre a mesma: Tem demasiada experiência… Com 32 anos e cerca de 10 anos de experiência e já não conseguir encontrar trabalho decente é tramado. Até aos meus 30 não faltava trabalho.
      O meu auge da carreira foi por volta dos 27 anos, depois disso…

      Apanhei um avião, passei a ganhar 3x do que ganhava e no dia que quiser posso mudar de trabalho que a experiência conta muito por estes lados (muito mais que a formação)

      • Catarino says:

        Pois infelizmente quando se cria raízes no país, e temos aqui tudo, não podemos simplesmente virar as costas e apanhar o avião.

        Fico muito feliz pelo pessoal que o consegue fazer, e percebo perfeitamente o que queres dizer passei pelo mesmo e os 27 também foi o meu auge da carreira.

        Eu fui a uma entrevista para uma empresa na área da informática e não sei se foi do currículo ou da entrevista, não ficaram muito receptivos.

        Alguns meses mais tarde voltei à mesma empresa para outra entrevista agora numa área completamente diferente e acabei por ficar.

        Mais tarde começaram a pedir alguma ajuda na área da informática e com o tempo acabei por gerir grande parte do parque informático, ou seja, começaram a ver que eu tinha jeito para a coisa 😀

        Onde eu quero chegar com isto, é que por vezes não se deve julgar o livro pela capa….

        • Mark says:

          Eu tinha as mesmas raízes que qualquer um tem. Com casa, casado filho…. Mas quando não se tem perspetivas de futuro tem que ser.

          Vim sozinho mas passado 3 meses já cá estava a família incluindo os cães. Foi só o tempo de assentar e encontrar um sitio porreiro para morar.

          Foi começar tudo de novo mas menos de 3 anos conseguimos reconstruir toda a nossa vida e até já compramos casa.
          O que interessa é o pessoal queixar-se menos e lutar mais.

          • Carlos says:

            Concordo! Sair é a melhor solução! Parabéns pela coragem Mark! Cada vez mais tem de ser assim, por cá nunca se consegue erguer a cabeça ou passar da cepa torta, como se costuma dizer. Somos pagos como escravos e andamos sempre com o coração nas mãos com medo de perder o emprego! A solução é, mudar de área ou emigrar. Porque cada vez mais, trabalhar na área de informática em Portugal é para esquecer!

      • Dedo Maroto says:

        Normalmente querem um licenciado de 23 anos com 15 anos de experiencia na area,dominio do Inglês como lingua mãe durante 25 anos, capacidade de ficar acordado 72horas, e que dê uns toques de JS e C#. Impões condições impossiveis de cumprir por um ordenado miseravel só para o poderes baixar ainda mais um bocadinho depois da entrevista, BAU ! Não esquecer ainda que normalmente a progressão na carreira é normalmente feita via cunha ou debaixo da secretária…

    • Pedro Silva says:

      Em Portugal abusam da mão de obra estagiária para muitas vezes nem pagarem, eu estive 3 meses numa e 1 mês noutra que nada recebi, nem um mísero subsídio dee transporte.

  22. Carlos Miguel says:

    Ah ah ah, esta notícia deve ser para rir! Então oferecem o salário mínimo a um Eng. Informática recém-licenciado, alegando que não tem experiência de trabalho, blá blá blá… E em muitos casos, ao fim de 10 anos de experiência, não recebem mais de 1000€ limpos por mês e fazendo muitas horas extras (por obrigação) sem serem pagas. O mercado de trabalho nacional, para os Eng. Informáticos é uma vergonha! Parece que estão a oferecer uns rebuçados aos putos!

  23. Sérgio says:

    A pagar 600 euros por mês o que querem???

  24. David Guerreiro says:

    Faltam 5000, mas as empresas pagam como se houvesse excedente. Se há falta, aumentam as regalias, é assim que se faz. Se eu quiser alguém para me lavar o chão, e pelo valor que estou a pagar não tiver candidato: ou aumento o valor ou lavo eu o chão…

  25. Rui says:

    Como já foi referido, esta conversa é velha… Por isso, o meu concelho é sempre o mesmo, para a malta mais nova. Acabem o curso em Portugal e aventurem-se em ir trabalhar para fora. Não se deixem “comer” pela consultoria e merdas do género. Sejam inteligentes e espertos ao mesmo tempo. Eu não digo que não possa a ver uma oportunidade ou outra boa em PT, mas grande parte é “carne para canhão”. O conceito bom/barato juntamente com o outsourcing só dá lixo, já nem falo na rotatividade de posto, e formação… Isso é só para Inglês ver…. Mas para quem quer realmente cá ficar a viver/trabalhar, aprendam a dizer “NÃO” mesmo que isso seja uma loucura para grande parte das pessoas.Essa postura vai com certeza obrigar as empresas a mudarem…

  26. m4x says:

    Pagassem melhor que ficavam cá e não havia “falta”.

  27. Poispois says:

    Esse senhor tem ler bem os números, uma coisa é ter engenheiros empregados fora da área de formação e outra coisa é a falta. Ter responsabilidades de chefe de departamento e receber o salário mínimo é obvio que os “Sr. Eng.” irão optar por ter responsabilidade e receber um salário mínimo… Obriguem as empresas a pagar o devido valor não apenas por categoria de trabalho mas sim pela categoria e pela formação… Criem justiça salarial meus senhores…

  28. Power says:

    O problem e’ so’ 1, enquanto houver pessoal a aceitar salarios miseraveis isto nao vai mudar. Porque uma empresa que tem 5 pessoas a frente e 1 delas aceita os termos deles claro que nao vao pagar mais, mas claro que quem sai da universidade quer trabalhar e ganahr experiencia por isso aceitam tudo trabalhao horas extra etc etc. E quando acabam o estagio profissional ou quando acabam o primeiro contrato vem outra “rodada” nova de pessoal novo acabado de sair da universidade, e entretanto tem o software uma miseria cheia de bugs e a funcionar mal, MAS funciona e ha quem compre. Resumindo pagaram a alguem 600e para ganhar 10mil por exemplo. Fazendo isto anos e anos a fio e’ so lucros, e volto a repetir isto so acaba quando TODA a gente deixar de se sujeitar a estas condicoes.

  29. darksantacruz says:

    Fico estupefacto por um Reitor atirar números para o ar e não opinar sobre as verdadeiras causas!
    1) O informático é mal pago em Portugal e trabalha em demasia
    2) No estrangeiro pagam muito mais, valorizam muito mais e dão excelentes condições
    3) O próprio informático por vezes tambem será culpado por aceitar determinadas condições salariais e de trabalho

    Enfim mais uma mente brilhante a falar!

  30. Maria Cavaco says:

    É preciso ter lata. O que ele quer é apoios para a Universidade porque ganha à cabeça. Querem tratar-nos ainda mais como gado. Não os parem e revoltem não!

  31. Vitor says:

    Como mencionado em comentários anteriores, não existe falta de profissionais de TI, sejam engenheiros informáticos ou não, existem sim, empresas ou actores nesta área que não querem despender muito dinheiro na contratação de um recurso e para isso, recorrem as estratagemas de estágios ou contratação a muito baixo custo. Isto está em consonância com o mercado actual na prestação de serviços e sistemática redução de tarifas a pagar pelos clientes. No meio disto tudo, existe um enorme aproveitamento da conjuntura actual.
    Quanto aos recém-licenciados ou novos profissionais de TI deixo um sincero conselho, independentemente da questão salarial, invistam na experiência profissional numa empresa que faculte formação ou seja uma boa escola, adquiram novas competências e depois passado algum tempo, adquirem as devidas ferramentas para novos voos, seja em Portugal ou no resto do Mundo.

  32. KURT says:

    Esta área está completamente inflacionada, os cursos superiores não são assim tão fáceis e as remunerações não são assim tão altas simplesmente porque fora das grandes empresas o nível de produção de um engenheiro não é assim tão alto. Prova disso é que qualquer um aqui com conhecimento na área (mesmo não sendo licenciado) seria capaz de abrir uma empresa com investimento praticamente nulo, baixíssimo, mas não abrem! O mais simples seria iniciarem-se em consultoria, gestão e manutenção de hardware/software o grande problema é que para uma pequena empresa ou para um trabalhador independente não há grande espaço no mercado!

    Está para nascer o projecto que começa do zero com zero e consegue vingar! Que após estar no mercado há mais de 10 anos não apresente propostas de 600€ a licenciados ou procure consultores juniores ou recém licenciados com mais de 5 anos de exp. etc etc.
    Mas problema passa também pelas pessoas que procuram ordenados a cima dos 1500€ mal acabam o curso e por isso não querem perder alguns meses a reunir condições para criar um projecto, uma empresa, que vá de acordo com os seus ideais e contra tudo aquilo que tanto criticam.
    Gostava de ver isso acontecer mas não existe mentalidade empreendedora na maioria daqueles que criticam quando lhes oferecem ordenados de empregado de balcão.

  33. Rafael says:

    Para quando um sindicato dos informaticos? É necessario alguem para lutar pelos nossos direitos.

    • Carlos says:

      Ora cá está uma grande verdade! O problema é que para a maioria dos empresários, o informático é visto como um “puto esperto” que desenrasca tudo, é viciado em computadores, não tem família, não precisa de fins de semana, não precisa de férias e por isso não precisa de dinheiro.

      • KURT says:

        Ok também não é preciso bater no fundo, uma coisa é dizer que algumas entidades não dão o devido valor aos informáticos e muitas vezes nem se preocupam com esse campo na empresa uma vez que é o investimento que muitas vezes não está directamente ligado ao produto de venda, outra coisa é o que dizes nesse teu comentário que é completamente errado e desenquadrado, uma idiotice até…

        Volto a dizer, o grande problema é que a “mão de obra” na área da informática é demasiado cara para as pequenas empresas tendo em conta aquilo que produzem.

        • Sigsegv says:

          A sua última frase diz tudo. É pena haver ainda pessoas que pensam que o dinheiro nasce nas árvores…. Se as empresas gerassem mais valor conseguiriam efectivamente pagar melhores salários.

          • Tico says:

            Uma coisa é o que as empresas produzem, outra aquilo que elas declaram… Se as casas e os carros que estão registados em nome das empresas tivessem um logo da empresa, acho que existiria mais transparência… Existem muitos empresários que declaram ordenados mínimos e depois usam o dinheiro das empresas para pagarem as contas… depois não se podem aumentar vencimentos porque “não existe dinheiro”, só porque não existe uma separação real do que é do empresário e o que é da empresa…

    • Rafael says:

      Bastava uma greve geral que parava aeroportos, hospitais, grandes hipermercados, etc.. para abrir os olhos a muita gente.

  34. Bernardo says:

    Tudo conversa da treta! Se houvesse falta os actuais teriam aumentos de ordenado e não param de descer! Faltam 5000 a 600 euros que é que os empresários querem. A pagarem o que valem eles não querem nenhum. Por isso muitos emigram e vão continuar a emigrar. Eu conheço vários.

  35. Jony Sox says:

    Cruz Serra é um mentiroso.
    As afirmações deste escroque são devidas somente ao esvaziamento de alunos que pagam propinas que o técnico tem vindo a ter . Se fosse outra faculdade do universo da ULisboa tinha dito que esta teria que fechar, assim dado ser a casa para onde irá regressar no final do ano quando perder as eleições para reitor precisa de garantir o tacho. O MP/DICAP devia investigar como é que foram abertos mais de 80 concursos para docente no Técnico em 2013 e este vinha a reduzir o numero de alunos e a aumentar as dividas a fornecedores.

  36. Antonio Lourenço says:

    E depois pagam 500 euros aos licenciados E eles imigram todos para o estrangeiro Este País e estes empregadores não são para levar a sério!

  37. ze says:

    Se pagarem o mesmo que os nossos vizinhos pagam posso garantir que não ficavamos sem falta!
    O problema é que o francês ganha o triplo que o Português e o Alemão 4x mais.
    O Alemão trabalha as 7 horinhas e vai para casa, o Francês trabalha as 8 horas e casa.
    O tuga está sempre fodi**, é o que trabalha mais e o que recebe menos…!
    Qualquer problema lá estão eles a chutar para o tuga resolver e ficar agarrado até às tantas…

  38. Raquel Pastel says:

    Ordenado minino em portugal devia de ser o dobro do actual, e o ordenado maximo deveria de ser o dobro disso, não gostam? não apanham sol em portugal, adeus familia e amigos e trabalhem para a ganancia lá fora!

  39. Altair says:

    Estou lendo alguns comentários, e tenho que dizer que as coisas aqui no Brasil estão muito feias também, o profissional que trabalha com TI é visto como um lixo, para se candidatar a uma vaga pra ganhar 800 reais pedem que o mesmo saiba de tudo, de redes, de programação, se webdesigner, seja formado, seja certificado, e no final seja escravizado, infelizmente valorizam muito pouco o profissional de TI, eu pensei que em Portugal as coisas seriam melhores, mas pelo comentários que leio, vejo que não, uma coisa que não consigo entender e o pq de desvalorizarem tanto assim o profissional de TI, afinal o mundo hoje gira em torno de tecnologias, informática, queria ver se todos resolvessem fazer greve ao mesmo tempo, pra que o mundo possa ver a importância, aqui muitos abandonam a área de TI depois de anos de estudo, se formando, se certificando, etc..,, são obrigados a procurar outra área pq com os salários ridículos de TI e essa quantidade absurda de exigências, realmente fica inviável, todos tem famílias e contas a pagar.

  40. vergonhaDePortugal says:

    Concordo com tudo dito aqui, este senhor como qualquer gestor português ou outro do mesmo nível só puxa a brasa à sua sardinha.
    O problema não é só com uma área específica. O problema é o país todo que é demasiadamente desigual comparativamente ao resto da Europa. Mas para mudar isso teríamos de mudar muita corja! E infelizmente nao vejo que isso possa acontecer quando a população em geral se conforma!
    Alias o problema esta mesmo ate ca dentro onde existem assimetrias de norte a sul.

  41. Carlos says:

    Faltam 5000 para que possam todos ficarem a receber o ordenado mínimo…

  42. Filipe Oliveira says:

    Paguem-lhes bem que eles surgem

  43. Miguel Nóbrega says:

    Paguem que eles aparecem…

  44. sigsegv says:

    Tanta gente a queixar-se! Devo ser um privilegiado então. Fiz a minha carreira em Portugal, sempre trabalhei afincadamente e valorizei-me até auferir uma remuneração bastante boa. Actualmente não me posso queixar das condições de trabalho nem das empresas pelas quais passei. Recordem-se que a área de informática é muito vasta e as vezes é preciso convencer os empregadores do valor que temos. Ninguém espere sair da faculdade e ganhar 2000€ a não ser que tenha tacho….

    • Power says:

      Eu nao digo que isso seja mentira mas a descreancia entre os salarios e’ grande e isso e’ que revolta, quando trabalhava em Portugal recebia 1000e o meu chefe 1800 o chefe do chefe recebia 7000 e o diretor 14000 isto tudo valores liquidos, tas a ver a diferenca aqui? de um programador para um chefe de equipa a diferenca era de 800 euros o que acho justo e aceitavel agora do chefe de equipa para um senior manager (que nao fazia nenhum a nao ser aceitar ferias ou algo do genero) vao logo 5200 euros de diferenca e desse para o diretor pior ainda, e ja nem falo do administrador da empresa que nao sei o salario dele. Mas no final de contas para que pagar tanto a alguem que nao faz nada? se os salarios fossem minimamente equilibrados toda a gente estava contente. Na situacao que acabei de escrever bastava reduzir os salarios dos chefes que nao merecem o que ganham e destribuir pelos mais “baixos” que na realidade sao os que fazem o trabalho que toda a gente andava contente. E’ so tachos em Portugal e chefes de chefes de chefes que nao fazem nada e ganham muito. Por isso e’ que empresas de TI vao a falencia ou precisam de vender parte da empresa para se aguentarem.

      • Sigsegv says:

        Concordo em absoluto consigo. Infelizmente existem casos em que se vê pessoas a ganhar balurdios cuja a única função é aprovar férias e calendarizar actividades enquanto quem realmente produz ganha muito menos. É um problema endemico de muitas grandes empresas de TI e consultoras portuguesas.

  45. Ricardo says:

    Sim claro, por isso e que continuam a dispensar informáticos com mais de 10 anos de experiencia porque acham que ganham demais, e querem os recem licenciados que não tem experiencia e estao dispostos a receber uma esmola a que chamam de salário.
    Eu sai de Portugal, e tao cedo não volto, não pelo pais que amo, mas pelas empresas, mesmo as multinacionais que se habituaram a pagar cada vez menos.
    Quando realmente valorizarem quem trabalha como fora do pais, ai eu e muitos outros voltamos .
    Para sobreviver, mais vale viver fora.

  46. YaBa says:

    Aos ordenados que oferecem não admira nada que fujam todos para o estrangeiro.

  47. Paulo Ferreira says:

    reconvertam outros profissionais/licenciaturas

  48. REX says:

    Sou Licenciado trabalho em PT e podia dizer tanta coisa sobre o tema … E o que tenho a dizer que em Portugal os Eng Informáticos são os novos Indianos da Europa(nada contra os indianos) mas o que quero dizer é que somos a mão de obra muito barata … as empresas oferecem estágios profissionais tanto a recém Licenciados como a profissionais experientes …. Só aceita quem quer mas se toda a gente se baixa por 600 euros (como já foi dito ) não há lugar para experientes e depois esta todos os anos a sair licenciados … a única solução é emigrar tentar arranjar contrato melhor ou andar a saltar de empresa em empresa de 2 em 2 meses para ir aumentado 100 euros ao V base isso é que será a progressão de carreira especialmente se estiveres em grandes multinacionais, ou emigrar …. enfim o pais esta assim … os requisitos na maior parte dos locais é isenção do horário de trabalho e seres um Faz tudo …. em portugal não há esqueçam já existiu nos meados dos anos 90. FAZ FALTA UM SINDICATO QUE DEFENDA ESTA ÁREA e a todos os que trabalham em IT.

  49. iceman says:

    Achei curioso esta parte do comentário do Sr. António “Precisamos de fazer contratações que violam as regras que impedem a própria contratação.”
    Acontece que em muitos anos que levo de informática, já conheci diversas pessoas que obtiveram um canudo de eng. Informática sabe-se lá como e que vai-se a ver são contratados e como recurso valem “ZERO”. Creio que também estamos numa sociedade de lobbys em que quem não tem o dito canudo, é visto como um zé ninguém em alguns casos.
    Muito se poderia divagar e opinar, contudo e falo por mim , embora socialmente e por falta de recursos não tenha podido ingressar na faculdade, apenas tenho o 12º ano de escolaridade do curso tecnológio de informática, mas tive sempre o gosto de aprender, de ir mais além, pagar formações e certificações do meu bolso inclusivé. Felizmente com muita dedicação e muito trabalho, consegui progredir e desde assistente de telemarketing, helpdesk, field support, admin. sistemas chegar até administrador sénior de base de dados. Tal como eu, existem muitas pessoas competentes e que podem ser uma solução para este problemática de falta de “eng. informáticos” e creio que está na altura das empresas olharem para estas pessoas como alguém que possa trazer valor.

    Apenas uma opinião claro

  50. says:

    Pessoal,
    Eu que já ando nisto há 13 anos, aconselho os mais novos a emigrarem. Faço algumas entrevistas aqui na empresa e é vergonhoso oferecerem 700€ a malta licenciada. Uma coisa também é verdade, o nivel de conhecimento pro-bolonha é muito fraco, nota-se muito nas entrevistas, mas não justifica uma politica de ordenados baixos. Outro conselho também é especializarem-se numa certa tecnologia e não quererem saber tudo. Eu tenho sorte de ser do tempo das vacas gordas e ainda ganhar cerca de 2500 liquidos, mas tenho muitos colegas pela Europa fora a limparem 8K ao mês, com 10 anos de experiência.

    • Sigsegv says:

      Aí está um problema. Recordo-me há mais de 10 anos atrás quando saí da faculdade também fui ganhar menos de 700€ e foi uma questão de tempo até ganhar mais. Os putos tem que perceber que para começarem a produzir em certas áreas é no mínimo necessário 6 meses a um ano de formação e muito investimento dos outros recursos de equipa. Assim têm duas hipóteses, ter paciência, mostrar o que valem e se correr bem serão compensados, ou sair do país ir ganhar mais e … Pois… Viver fora do vosso país. Creio que infelizmente continua a existir a ideia que sendo o sr eng que saiu da faculdade tem logo de ganhar pelo menos 1500. Essa ideia é falsa. No melhor dos casos ganham 700 no Porto ou 900 em Lisboa…

  51. Nacho Vidal says:

    Estou a ver que da faculdade vou lá para fora trabalhar, porque me recuso a ganhar menos que 1000€…O grande problema a meu ver, é que nas faculdades dão nos um “cheirinho” muito pequeno do que realmente se passa no mundo real e o pessoal que sai, por consequência disso, quer ganhar experiência. Quando o licenciado sai apenas tem umas luzes e os empregadores sabem dessa situação e então parece-me que se conseguem aproveitar e existem os que se sujeitam. Prefiro ganhar essa experiência sem ser na precariedade e se o que se diz por aí é verdade, de que há gente a receber 700€ depois de tirar um curso tão complexo, urgem mudanças a um nível consertado (sindicato?)porque dizer que faltam empregos eu também digo e aproveito já para anunciar que me falta uma empregada a dias de preferência jeitosa… pago 5€/mês! Matar-me a estudar para trabalhar na China da Europa? Na…Emigremos companheiros

  52. Alex says:

    Há um programa de informação na RTP2 que se chama

    “No Comments”

    que serve para esta notícia e comentários.

  53. Miguel S. says:

    Bem, vamos por partes.

    Eu sou licenciado em engenharia informática pré-bolonha numa conhecida faculdade pública de Lisboa. Conto com 5 anos de experiência em várias técnologias desde Java, SAP, Oracle SOA e até uma curta experiência de .NET.

    Os conselhos que eu posso dar À malta jovem que está a começar é que tentem entrar para uma licenciatura em engenharia informática ou similares de preferência numa faculdade pública. E após um ano de curso dediquem-se a procurar emprego… mas sem contar com salários acima de 800€. Aproveitem enquanto estão nesta fase de trabalhador-estudante para descobrirem aquilo que gostam em termos de tecnologias e também a tendência do mercado. Finalizado o curso já têm na bagagem uma licenciatura/mestrado e um anito ou dois de experiência de trabalho. Por esta altura já poderão voltar a procurar emprego pedindo salários na ordem dos 1100€ ou 1200€. E se souberem escolher tecnologias em crescendo mas onde não há pessoas para cobrirem todas as necessidades (exemplos: SAP, Oracle SOA, Tibco, SAS, etc…) já poderão apontar para salários de entre 1400€ e 1500€. Sejam inteligentes e joguem a melhor cartada possível a cada momento.

    As empresas são implacáveis com a malta jovem sem curso superior e recém-licenciados, mas passados esses primeiros 2 ou 3 anos da prova de fogo, as consultoras vão caír em cima de ti sempre a aliciarem-te com dinheiro para ires trabalhar para os seu projectos/clientes porque não há pessoas.

    Quero ressalvar que em Portugal os salários para developers andam entre ps 800€ e os 1600€… acima disso só acumulando funçoes de gestão/chefia.

    A grande diferença de Portugal para os outros bons países é na cultura e na mentalidade de trabalho. Nos outros países respeita-se mais o profissional, há maior reconhecimento e educação no tratamento das chefias para com os seus colaboradores. E a questão das horas extra é sempre acertada previamente e muito bem paga. Em Portugal é normal as empresas contarem com horas extra de forma sub-entendida sem haver aviso ou qualquer espécie de acordo e compensação.

    Também queria deixar a nota que nem sempre a relva do meu vizinho é a mais verde. Na minha experiência já trabalhei com nórdicos em equipas multinacionais e tenho a dizer que fiquei algo desiludido. Pouco profissionalismo, pouca capacidade de desenrasque e ritmo de trabalho algo lento. Esta foi uma experiência que tive apenas …. e não quero de forma alguma generalisar.

  54. Pedro says:

    Com as ofertas que andam a fazer n me parece que faltem pessoas senão ofereceriam melhores condições

  55. Pedro says:

    Faltam 5000 Engenheiros Informáticos para serem explorados por consultoras. É mais isto…

  56. Vitor Pereira says:

    Preciso de Sócio para arrancar um projecto com componente Web/Streaming/desenvolvimento.
    Será necessário ser conhecedor de programação e desenvolvimento web.
    Interessados podem-me contactar para o email.

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