Microsoft Lisbon Experience: Relato e Visita Guiada

A Microsoft Portugal inaugurou ontem as suas novas instalações no Parque das Nações. A cerimónia, presidida pelo Presidente da República, foi acompanhada pelo PPLWARE.

Leia aqui acerca dos assuntos abordados e acompanhe-nos na visita guiada pelas novas instalações que promovem a “portugalidade”.

 

Depois de chegar às novas instalações da Microsoft Portugal, eu e o Francisco Franco, não pudemos deixar de reparar na “pompa e circunstância” do aparato do evento. Pode-se dizer que o público presente se dividia em dois mundos: os engravatados e os casuais, notando-se perfeitamente a distinção entre a imprensa e o resto.

Finalmente chega o Sr. Presidente da República, rodeado do seu séquito de carros e seguranças, com a Primeira Dama. Foi difícil tirar uma fotografia àquela entrada… felizmente valeu-me a altura do Francisco Franco e o seu Galaxy Note. É Claudia Goya, Directora da Microsoft Portugal, que recebe o Presidente da República à entrada das novas instalações.

Claudia Goya, Directora-Geral da Microsoft Portugal, recebe o Presidente da República à entrada.

Depois das habituais palavras de cortesia, toda a imprensa é encaminhada para uma das entradas do Auditório, onde o PR e outros intervenientes discursariam. Sentámo-nos praticamente na fila de trás, imediatamente à frente da fila dos cameramen, todas as televisões nacionais, jornalistas de rádio, enfim, de tudo um pouco.

A Directora-Geral abre a cerimónia de inauguração agradecendo a presença do PR, da Primeira Dama, do Embaixador dos Estados Unidos, dos Reitores da Universidade de Lisboa e da Universidade de Coimbra, do Secretário de Estado da Inovação e Empreendedorismo, entre outros.

É reproduzida uma mensagem de vídeo de Steve Ballmer, CEO da Microsoft:

A nossa empresa está fortemente comprometida em fazer tudo o que for possível para promover o crescimento económico e, mesmo durante os desafios económicos da actualidade, vemos um potencial extraordinário em Portugal. Mas para clarificar, a Microsoft não acordou apenas agora para este problema, temo-nos comprometido fortemente com o sucesso económico em Portugal desde a abertura da subsidiária, aqui, há 20 anos atrás.

 

Desde essa altura, crescemos para milhares de colaboradores e vendedores, temos também perto de 4.000 parceiros empresariais que trabalham com 35.000 profissionais de tecnologia que usam soluções Microsoft. E, por cada 1€ de receitas da Microsoft, os nossos parceiros portugueses geram quase 11€.

Depois da mensagem de abertura de Steve Ballmer, Claudia Goya retomou a apresentação geral dos resultados da empresa. A ajuda na obtenção de fundos europeus para as PME, com o programa “Mais” e o apoio às startups com o fornecimento gratuito de software Microsoft com o programa “Bizspark”, são exemplos do investimento da empresa nos seus parceiros empresariais, atingindo cerca de 100.000 developers.

Já na comunidade educativa, a empresa investe na formação aos professores, por exemplo em áreas de liderança e gestão, no caso dos directores das escolas, e também nos alunos, atingindo um universo de 70.000 professores e 1,1 milhões de alunos.

O novo conceito de espaço de trabalho

Segundo Claudia Goya, o Microsoft Lisbon Experience tem como objectivo apresentar um novo conceito de trabalho, em que a flexibilidade e colaboração geram produtividade e claro, motivação, tudo isto, usando a tecnologia como alavanca.

O espaço está aberto à Comunidade, tanto para formação como experimentação da tecnologia, pretendendo ser também uma montra internacional das PME portuguesas.

Relativamente à construção do edifício, houve uma clara preocupação com a “portugalidade”, investindo em materiais como a cortiça (para o chão), o burel (para as paredes) e os vidros da Marinha Grande. O design é totalmente português.

A investigação e desenvolvimento

Marcos Santos, Gestor do Office em Portugal, apresenta de seguida alguns trabalhos levados a cabo pelo MLDC, o Microsoft Language Development Center, o primeiro centro de investigação europeu na área da língua natural e interação homem-máquina, e outras universidades.

Um dos “produtos” é o ChronoZoom, uma espécie de explorador de conhecimento que é controlado por gestos processados pelo Microsoft Kinect.

Outra aplicação é o Panorama, um visualizador de fotografias panorama, em que o utilizador faz zoom in e zoom out inclinando-se para trás e para a frente e se desloca na fotografia com os braços.

Foi mostrado um protótipo de uma aplicação de agenda pessoal controlada totalmente pela voz, desenvolvida em colaboração com a Universidade de Aveiro e a Universidade do Porto. Um voluntário sobe ao palco e controla a aplicação com a voz proferindo algo como “Quero ler os meus e-mails por favor”, “Lê para mim”, ou “Não ouças mais”, para colocar a aplicação em mute. Estão também em colaboração com a Associação Salvador, sendo a aplicação destas tecnologias bastante útil a cidadãos portadores de deficiência física.

O discurso do Presidente da República

De seguida, o PR teve a palavra, destacando o impacto da tecnologia no dia-a-dia e o importante papel que a Microsoft desempenha na economia portuguesa, nomeadamente na modernização do tecido empresarial. Destacou também a aproximação às escolas, a disponibilização de ferramentas de ensino e estímulo às actividades de I&D.

Em tempos como os actuais, o PR destaca ainda o programa “Elevar Portugal” que, em parceria com instituições e associações empresariais, promove a qualificação para o emprego, produtividade e competitividade, visando o combate ao desemprego. O combate à exclusão social foi também referido pelo PR, nomeadamente o investimento da empresa na formação de jovens e professores nas TI.

Saluta ainda o trabalho desenvolvido pela subsidiária portuguesa, que culminou nas diversas distinções como melhor empresa para trabalhar em Portugal, assim como melhor subsidiária dentro de todas as subsidiárias da empresa.

Por fim, realça a preocupação em promover a “portugalidade” na utilização de materiais protugueses e design português.

Aqui fica um pequeno excerto do discurso do PR fornecido pela SIC Notícias:

Visita guiada pelo espaço

Depois de finalizada a cerimónia, fomos encaminhamos pela confusão numa visita guiada pelo espaço, sempre seguindo o séquito do PR.

Passámos primeiro pelo espaço de trabalho dos colaboradores da Microsoft que, segundo a RP da Microsoft, Patrícia Fernandes, estavam de facto a trabalhar (ou tentavam).

Os tais materiais e o design dos sofás saltava à vista… e também o conforto. São de esponja, mas não parece.

De facto, estes sofás, típicos de um espaço chill-out, estão mesmo ao pé das secretárias de trabalho dos colaboradores… tentador, não?

Passámos por uma zona onde saltava à vista o enorme conjunto de cacifos pessoais cor-de-rosa. Pelo que pude apurar, os homem aprovam.

Mais sofás, ou direi melhor, camas?

De seguida, entrámos numa zona mais dedicada a salas de reuniões ou gabinetes pessoais, não percebi bem. Pareciam todos demasiado confortáveis, porque será?

Chão de cortiça e paredes de bruel, lindíssimos.

Seguimos para uma zona mais tecnológica, em que o PR foi confrontado com as dezenas de gadgets à disposição para testar.

Tablets com Windows 8? Temos já de pedir uns para analisar aqui no PPLWARE.

Marcos Santos apresenta ao PR o Lync, uma ferramenta que permite video-conferência com dezenas de participantes em simultâneo.

Esta é uma sala de conferências típica.

E, para terminar, como qualquer canal de televisão que se preze, nada como fazer perguntas ao PR acerca de assuntos que nada têm a ver com o objectivo deste evento. Se esteve atento aos telejornais de ontem, sabe do que falo (reformas e Maternidade Alfredo da Costa).

E assim termina a nossa manhã de inauguração.

Não se esqueça, para a semana que vem, a Microsoft Portugal terá as suas portas abertas para os interessados em tecnologia, com o seu Microsoft Innovation Week, mediante inscrição. Veja aqui.

E o leitor, o que acha deste novo investimento da gigante de Redmond? Considera-o importante para o desenvolvimento do nosso país?

E as condições de trabalho, considera-as importante na produtividade do trabalhador?

Obrigada ao Francisco Franco e ao seu Samsung Galaxy Note pelas fotografias e vídeos.

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27 Comentários

  1. Bom dia,

    Não sou contra a Microsoft, aliás, muito lhe devo. Sou utilizador quase “in extremis” das suas aplicações windows/office.

    Há uns meses atrás vi um apelo do nosso Ministro das Finanças aos nossos autarcas e afins para trocarem software pago (vulgo Microsoft) porque tinha em mãos uma factura de cerca de 900M de euros que seria incomportavel.

    No entanto este investimento em Portugal, associo-o ás contradições que o nosso governo tem tido ao longo das últimas semanas! Ou seja, a Microsoft investe e o Ministro das Finanças volta atrás no seu discurso e afinal de contas mantem software da Microsoft. Estarei enaganado? Acho que não, senão poderemos recuar uns dias e podemos ver aqui ( http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/internet/2012/04/04/sistema-de-redundancia-do-portal-do-governo-nao-funcionou ) que o governo trocou o Linux por Windows, apenas a 6 dias da Inauguração da Microsoft. Coincidência? Não creio.

  2. Posso estar enganado mas penso que esse discurso de trocar win por tux foi para reaproveitar máquinas antigas, não?

  3. Deviam apoiar a produção nacional! O que faz ali uma Nespresso, em vez de uma Delta Q. Fica mal!

  4. Parabéns pelo vosso óptimo trabalho, é, sem dúvida, um excelente relato e permite que aqueles que não estiveram presentes possam perceber como foi ;).

    Só tenho uma coisa a apontar: no excerto do discurso do CEO da Microsoft que traduziram, disseram que “por cada 1€ de lucro da Microsoft, os nossos parceiros portugueses geram quase 11 €”, mas parece-me que o que ele diz é que por cada 1€ de receitas (revenues), os parceiros portugueses geram 11€ (de receitas).

  5. 98% da Função Pública (FP) não precisa de Office nem de Windows.
    Além do mais, aos milhões de euros de impostos que todos os anos só a FP gasta com a MS, estes bem podem fazer isto e muito mais.

  6. É nestas ocasiões que se torna bem visível a influência que grandes empresas como a da foto exerce junto da classe política.
    Claro que isto não é nada, dos grandes negócios não há registos.
    Mas até simpatizo com a Microsoft e fica-lhe mal ter um par de jarras como aquele associado ao seu logotipo.

  7. Boa tarde.

    Sei que aquilo que vou publicar é fora do tema mas ando a ter uns problemas a encontrar aquilo que quero.

    É o seguinte, eu quero é aprender Delphi, no entanto, ainda não encontrei nenhuma escola/curso onde possa ter essa formação. Já me disseram que em Portugal (eu sou do Porto,) vai ser muito complicado arranjar um sitio onde ainda se ensine Delphi 2010.

    Caso algum de vocês saiba onde posso aprender ou até mesmo dar-me alternativas viáveis (com links), agradecia, porque preciso mesmo de me iniciar no Delphi.

    Obs. (Tive 2 anos de Pascal).

    Obrigado pela vossa ajuda.

  8. Bem, investimento é sempre importante para o país, principalmente numa altura em que promover e gerar dinamismo de negocio parece ajudar a uma solução (só o governo é que não vê isto e prefere espremer).

    No entanto, para mim que só vi isto no telejornal, os focos de interesse do mesmo foram completamente nada relacionados preferindo apertar o PR sobre a actual condição do país. Por um lado fico naquela porque é uma desvalorização da noticia em si, por outro gostei do apertão. A situação nacional é mais importante que a Microsoft, afinal. E só serviu para o Cavaco resalientar a inutilidade que é, como sempre que abre a boca. Pior, ainda tem a lata de vir tentar passar a ideia que “sofre” tanto como o cidadão comum e que está no mesmo saco que nós, quando toda a gente sabe que isto não é verdade.
    Já corriamos com esta gente daqui para fora. Quando der ainda mais para o torto vai fazer como o Durão Barroso e outros tantos que se puseram a andar mesmo antes da m*** que fizeram lhes estourar na cara.

    Peço desculpa pelo desabafo e o comentário com tão pouco a ver com o assunto mas já não via um apertão tão caustico ao Cavaco à algum tempo, e só pecou por não ter sido ainda mais.

    Só para terminar, parabens pelo artigo. Deu me a conhecer o que o telejornal ontem não conseguiu :)

    • Boa, era mesmo esse o objectivo do artigo de hoje, ao contrário dos artigos superficiais publicados ontem um pouco por todo o lado. Mostrar de facto o que foi falado e não apenas o sensacionalismo que os media portugueses preferem passar (embora sejam assuntos importante).

      De facto, e até referi isso algures no fim do artigo, no fim da visita estava tudo de volta do PR e foi o meu colega Francisco Franco, que é mais alto, ia ouvindo as perguntas. Sem exagero, 30 min a ser bombardeado com perguntas que nada tinham a ver com o evento em si. Valeu à Microsoft os logotipos por trás do presidente, e a Directora-Geral que de vez em quando aparecia. É assim…

  9. Sendo professora nesta Universidade Sénior, gostaria que me informassem se este novo espaço está aberto a visitas ao público, alunos de informática mais especificamente!
    Desde já os meus agradecimentos

  10. Que novidade agradável. Obrigado ao PPLWARE pelo relatório detalhado e por todo o seu trabalho até agora.

  11. Ainda é muito cedo para falar da situação dos impostos, mas fiquem descansados porque ainda não é tudo, nós os Politicos achamos que estamos muiiiiiiito mal pagos, Viva o PR viva a NULIDADE, e já agora parabens á MS, espero que exportem muito para nosso (deles) beneficio, só espero que me perdoem este desabafo

  12. Sabem que os promotores do imovel, que são nada mais nada menos o Pai e dois filhos cujas empresas não pagam ordenados aos trabalhadores desde Outubro para pagarem as obras do imóvel que o Kim Jong-II ded Portugal inaugurou?

    • Esta coisa é como aquele projecto das frutas de Odemira que o Cavaco também foi inaugurar há uns anos ? Ele costuma ter uma pontaria para escolher os amigos (Coelha incluída)

      Sobre o promotor e familia, é obvio que não pague, afinal aquela cambada só o quer roubar (acha ele claro !!!)

  13. Álvaro Duarte de Almeida

    A menos que me tenha escapado, aquando da leitura das várias notícias acerca da apresentação pública desta sede da Microsoft em Portugal, não há qualquer menção ao arquitecto ou ao atelier de arquitectura responsável pelo edifício, o que me parece uma falha imperdoável, dada a sua aparente grande qualidade.

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